Ministro extremista confirma prisão e insulta integrantes da Global Sumud Flotilla

Itamar Ben-Gvir gravou vídeo em que expõe tripulantes aprisionados em Israel Por Norberto Liberator O terrorista Itamar Ben-Gvir, que ocupa a função de ministro da Segurança Interna de Israel, gravou um vídeo na sexta-feira (3.out.2025) em que insulta os integrantes da Global Sumud Flotilla detidos pela marinha israelense. “Olhem para eles. São terroristas. Apoiadores de assassinos”, afirma Ben-Gvir, apontando para os capturados. As mais de 400 pessoas estão na prisão de Ktziot, no deserto de Negev. Há 14 brasileiros detidos, incluindo a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE); a vereadora Mariana Conti (Psol-Campinas-SP); a presidente do Psol gaúcho, Gabi Tolotti; o internacionalista e ativista Thiago Ávila; e o influenciador Victor Mansur Peixoto. A flotilha com cerca de 40 barcos foi interceptada na quarta-feira (1.out.2025) de forma ilegal, já que não se encontrava em águas israelenses. O Itamaraty afirmou que uma equipe esteve no centro de detenção para acompanhar a situação. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Marinha de Israel sequestra integrantes da Global Sumud Flotilla

Embarcações levavam ajuda humanitária a Gaza  Da redação Pelo menos dois barcos da Global Sumud Flotilla, que leva mantimentos à população de Gaza, foram interceptados por forças navais de Israel a cerca de 120 km da costa palestina, enquanto buscavam romper o bloqueio marítimo imposto ao território, que enfrenta graves consequências de um conflito prolongado. Relatos de diversos meios de comunicação indicam que outras embarcações da flotilha também estão sendo abordadas. A ação teve início com a interceptação do navio principal, chamado Alma, cuja tripulação foi detida por militares israelenses. Entre os ocupantes do Alma estava a ativista ambiental Greta Thunberg. Momentos antes da abordagem, Thunberg publicou um vídeo no Instagram declarando: “Eu sou Greta Thunberg, estou a bordo do Alma, e estamos prestes a sermos interceptados por Israel”. A flotilha, composta por cerca de 500 pessoas, incluindo 13 brasileiros, a ex-prefeita de Barcelona, Ada Colau, e os atores Susan Sarandon e Liam Cunningham, contava com parlamentares, advogados, ativistas e artistas.  Segundo comunicado da delegação brasileira, antes da abordagem, as forças navais de Israel teriam danificado intencionalmente os sistemas de comunicação das embarcações, numa tentativa de bloquear sinais de emergência e interromper transmissões ao vivo. Além dos barcos já interceptados, a comunicação com outras embarcações foi perdida.“Estamos trabalhando para esclarecer a situação de todos os envolvidos e tripulantes, e compartilharemos informações assim que confirmarmos os detalhes sobre os barcos, detenções, possíveis feridos ou vítimas”, informou a delegação.  A Flotilha Global Sumud, formada por mais de 40 embarcações civis, seguia em direção a Gaza com suprimentos humanitários, apesar dos alertas de Israel para que desistissem da missão. Na tarde de quarta-feira (1º), os barcos estavam em águas internacionais, ao norte do Egito, em uma área considerada de alto risco, onde a Marinha israelense já havia bloqueado tentativas anteriores de romper o cerco marítimo.Por volta das 19h25, cerca de 20 navios militares israelenses se aproximaram da flotilha, exigindo que as embarcações desligassem seus motores, segundo relatos de ativistas nas redes sociais. Imagens transmitidas ao vivo mostraram os ocupantes usando coletes salva-vidas, reunidos em semicírculo, aguardando a abordagem.  A transmissão foi cortada pouco depois.“Os barcos estão sendo interceptados de forma ilegal”, afirmou uma publicação na página oficial da flotilha no Instagram na noite de quarta-feira. “As câmeras foram desligadas, e os navios foram abordados por forças militares. Estamos empenhados em confirmar a segurança e a situação de todos a bordo.”Diversos meios de comunicação confirmaram, na noite de quarta-feira (horário local, tarde no Brasil), que ao menos dois barcos foram interceptados. Uma das últimas mensagens enviadas do Alma, por Yasemin Acar, integrante do comitê da flotilha, relatou ao jornal The Guardian que embarcações israelenses cercaram o navio. “Eles estão ao redor do Alma, bem próximos. Estamos nos preparando para a interceptação”, disse Acar.O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou as interceptações, declarando que a Marinha contatou a flotilha e solicitou que os barcos seguissem para o porto de Ashdod, em Israel, onde a ajuda poderia ser descarregada e encaminhada a Gaza.  No entanto, os ativistas da flotilha reiteraram sua intenção de prosseguir diretamente para Gaza. Na manhã de quarta-feira, relatos indicaram que dois navios de guerra israelenses se aproximaram agressivamente de embarcações da flotilha, bloqueando comunicações e câmeras ao vivo. Instagram Twitter Youtube Tiktok

A marcha do ódio e o ataque a jornalistas em Jerusalém

Israelenses e colonos sionistas marcham anualmente para comemorar a captura de Jerusalém e pedir morte aos árabes, mas nível da violência em 2024 foi ainda maior Por Norberto Liberator Norberto Liberator Jornalista, ilustrador e quadrinista. Interessado em política, meio ambiente, artes e esportes. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Novo lançamento de Breno Altman em Campo Grande terá vendas da Badaró de outono

“Contra o Sionismo” percorre histórico da ideologia que baseia o Estado de Israel O jornalista e escritor Breno Altman, diretor do portal Opera Mundi, estará em Campo Grande nesta segunda-feira (3 de junho) para duas atividades de lançamento de seu novo livro, “Contra o Sionismo: Retrato de uma Ideologia Colonial e Racista”, da Editora Alameda. Em ambos os encontros, haverá venda de outros materiais além do livro, entre eles a edição de outono-2024 da Revista Badaró impressa. Com o tema “Luta pela terra”, o mais recente lançamento da Badaró aborda também a questão palestina, além da violência contra o povo guarani-kaiowá em Mato Grosso do Sul. Às 8h30, Altman participará da aula pública “A Nakba do Século XXI”, na UFMS. O encontro será no Auditório Marçal de Souza Tupã-Y, ao lado do Corredor Central. Já às 19h, haverá um debate na Câmara Municipal de Campo Grande. As mesas serão compostas ainda por três mulheres de origem palestina: a psicóloga Ashjan Sadique Adi e as estudantes Kemyla Mustafa e Sondos Dhaher. No entanto, o livro de Breno elenca documentos e fatos históricos que evidenciam o caráter supremacista do sionismo, sobretudo por defender a expulsão e eliminação de nativos da Palestina para se apropriar de seus territórios. Os eventos são organizados pelo Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino em Mato Grosso do Sul (CSPP-MS), em parceria com Federação Árabe-Palestina do Brasil (Fepal), Juventude Sanaúd, Diretório Central de Estudantes da UFMS, Centro Acadêmico Lélia González (do curso de História da UFMS), Grupo de Estudos de Política Internacional da UFMS (Gepi-UFMS), Rede Universitária em Solidariedade à Palestina, Centro Brasileiro de Solidariedade Aos Povos e Luta Pela Paz (Cebrapaz), Adufms, Andes-SN, UJC, PCB, PCdoB, Psol, PSTU e PT. Trajetória Breno Altman é um dos principais expoentes da chamada imprensa alternativa no Brasil, ou seja, dos veículos de mídia que não fazem parte de grandes conglomerados. Altman dirige o portal Opera Mundi, voltado à cobertura e à discussão de temas geopolíticos. Judeu, Altman tem se destacado na defesa da soberania palestina e na denúncia dos crimes de guerra praticados pelo Estado de Israel, atualmente governado pelo extremista de direita Benjamin Netanyahu. Breno é filho do também jornalista Max Altman, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Partilha da Palestina: Quebrando mitos (com Maynara Nafe)

Em entrevista exclusiva, secretária de Juventude da Fepal explica que violência contra a Faixa de Gaza não tem origens milenares, nem religiosas Por Norberto Liberator Norberto Liberator Jornalista, ilustrador e quadrinista. Interessado em política, meio ambiente, artes e esportes. Instagram Twitter Youtube Tiktok