10 dias da Audiência: O que foi feito pelas favelas?

Deputada estadual Gleice Jane protocolou requerimentos para cobrar informações e soluções para moradores de comunidades Da redação Audiência pública lotou plenário da Câmara Municipal de Campo Grande. Foto: Reprodução/Assecom Gleice Jane Passados 10 dias corridos da Audiência Pública das Favelas, cabe o questionamento: o que foi feito até então para solucionar o problema que atinge mais de 20 mil famílias campo-grandenses? Na última semana, a deputada estadual Gleice Jane protocolou requerimento de informação ao governador do estado, Eduardo Riedel, para esclarecimentos sobre políticas habitacionais voltadas à população de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social. No documento, entre os requerimentos está a exigência de um levantamento atualizado do déficit habitacional de Mato Grosso do Sul, quais são as políticas para a redução desse déficit e qual a previsão oficial para obter resultados. A deputada defende que o movimento realizado em parceria com o vereador de Campo Grande Landmark Rios (PT) e os deputados federais Vander Loubet (PT) e Camila Jara (PT) precisa da parceria dos executivos municipal e estadual. “Nós conseguimos avançar bastante nessa pauta, mas reforçamos o convite para que a prefeita Adriane Lopes e o governador Eduardo Riedel somem com a gente nessa iniciativa. Precisamos de dados atualizados e que as verbas sejam aplicadas de maneira estratégica e eficiente”. O documento reforça que R$ 47 milhões foram assegurados para urbanização de favelas em Campo Grande. Gleice Jane levanta a preocupação sobre o cumprimento do art. 54 do Ato das Disposições Constitucionais Gerais e Transitórias da Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul, que determina a destinação anual de no mínimo 1% das receitas descritas ao Fundo de Habitação de Interesse Social. No requerimento, ela questiona o percentual efetivamente aplicado pelo governador Eduardo Riedel em políticas de habitação e redução do déficit habitacional. Parcerias pelas favelas O vereador de Campo Grande, Landmark Rios (PT), apresentou Projeto de Lei Complementar para eliminar a aplicação indiscriminada do marco temporal de 22 de dezembro de 2016, que tem sido utilizado para impedir regularizações. O texto também prevê a isenção total de custas e emolumentos para população de baixa renda. Para imóveis de até 200 metros quadrados, o valor cobrado será de R$ 20 mil, com financiamento em até 300 meses e parcelas reajustáveis pelo IPCA-E. O vereador também enviou ofícios para a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP), Defesa Civil, Solurb e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para ações imediatas na comunidade: poda de árvores, coleta de lixo, retirada de entulhos, levantamento de dados e cadastros necessários para a regularização fundiária. O deputado federal, Vander Loubet (PT/MS), anunciou que Campo Grande receberá o investimento de R$ 47 milhões do governo federal. A capital foi selecionada no Programa Periferia Viva e tem prevista a construção de 472 unidades habitacionais, além de drenagem de água pluvial, pavimentação asfáltica, ampliação de rede de água e esgoto, construção de uma Unidade Básica de Saúde e uma creche no bairro Promessas Durante a Audiência Pública pela Regularização das Favelas, o diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação (Emha), Cláudio Marques, representou a Prefeitura de Campo Grande e anunciou a meta de regularizar 10 mil lotes em 36 meses. A ação faz parte do Programa Sonho Seguro, que identificou 236 ocupações na capital. “Nunca houve uma audiência pública para tratar habitação como pauta prioritária deste município. E agora é a hora da vez”, afirmou. O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Papy (PSDB), propôs a criação de um Projeto de Lei para garantir celeridade nas ações da prefeitura. Em metáfora, o presidente da Câmara explicou que o papel da Casa de Leis é de servir ferramentas para que a prefeitura possa executar o trabalho de maneira mais ágil e eficiente. “Você pode martelar um prego com uma pedra, mas você é muito mais eficiente se martelar com o martelo. Quem cria o instrumento que o executivo consegue martelar o prego somos nós da Câmara”. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Gleice Jane ajuda a garantir R$ 30 milhões para construção de policlínica em Três Lagoas

Evento ocorreu na sede da Superintendência de Saúde Da redação Foto: Reprodução/Assessoria A deputada estadual Gleice Jane (PT) participou, nesta sexta-feira (3), do ato de assinatura do Termo de Compromisso que garante a liberação de R$ 30 milhões do Novo PAC Saúde para a construção da Policlínica Regional de Três Lagoas. O evento ocorreu na sede da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde em Mato Grosso do Sul, consolidando a parceria entre o Governo Federal, a Caixa Econômica Federal e o município. A Policlínica de Três Lagoas integra o conjunto de 46 unidades aprovadas nas Seleções 2025 do Novo PAC Saúde, que também preveem a construção de 800 novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e 130 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em municípios de todo o Brasil. O município tem como prazo de referência dezembro de 2025 para apresentar à Caixa Econômica Federal o projeto básico e a documentação necessária para a execução. Para a deputada Gleice Jane, o momento simboliza a retomada de políticas públicas concretas. “Há um sentimento de que as coisas voltaram a caminhar, gerando esperança e confiança em parcerias de efeito. O papel do Parlamento também é levar as demandas do povo, mas é fundamental agir e concretizar. Estar presente neste momento histórico reafirma a importância do PAC para Mato Grosso do Sul e para o Brasil”, comemorou. O superintendente estadual do Ministério da Saúde, Ronaldo de Souza Costa, destacou a importância da iniciativa no processo de reconstrução e ampliação do Sistema Único de Saúde (SUS). “O governo do presidente Lula conseguiu, em pouco tempo, reestruturar o Ministério da Saúde e implementar projetos fundamentais, como as Policlínicas, que garantem qualidade de atendimento à população e melhores condições de trabalho aos profissionais. Nosso objetivo é que cada macrorregião de Mato Grosso do Sul seja contemplada, evitando o deslocamento de pacientes por longas distâncias para a realização de exames”, afirmou. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Polícia de Riedel ataca indígenas duas vezes em menos de uma semana

Áreas de retomada foram despejadas sem ordem judicial nem presença da Funai Norberto Liberator (com informações do Cimi) Em menos de uma semana, o povo Guarani-Kaiowá sofreu dois episódios de violência e ações ilegais em Caarapó, Mato Grosso do Sul. Na segunda-feira (22/9), a Tropa de Choque da Polícia Militar atacou com balas de borracha a retomada na Fazenda Ipuitã, sobreposta à Terra Indígena (TI) Guyraroká, em um despejo sem ordem judicial que deixou ao menos dois indígenas feridos. Na terça-feira (23/9), o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), subordinado à Secretaria de Segurança Pública do governador Eduardo Riedel (PP), bloqueou os acessos à retomada Ñundi´a Ry Passo Piraju, na TI Dourados-Amambaipeguá III, em Porto Cambira, disparando contra os indígenas. A retomada na Fazenda Ipuitã começou no domingo (21/9), com os Guaranis-Kaiowás buscando impedir a pulverização de agrotóxicos e cobrar a demarcação da área. Apesar de solicitarem a presença da Funai, não houve resposta. Um acordo para retirada de pertences de funcionários da fazenda estava em negociação quando a Tropa de Choque interveio. Uma das vítimas, que preferiu anonimato por segurança, afirmou ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi) que a comunidade “deixou o caminhão entrar e a tropa veio com tudo”. O coordenador da Funai em Dourados, Cris Tupan, justificou a ausência do órgão, citando falta de estrutura e política de não atuar em áreas de conflito. Tupan chegou após o despejo, quando os indígenas já haviam sido expulsos. “Exigimos que a fazenda pare de plantar soja. Queremos uma resposta em 48 horas, porque não aceitaremos mais veneno”, declarou um representante da comunidade. Na terça-feira, a repressão continuou em Porto Cambira, na TI Dourados-Amambaipeguá III, às margens do rio Dourados. A área, incluída em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) de 2007 entre Funai e Ministério Público Federal (MPF), segue sem avanços na demarcação desde 2008. Sob o pretexto de combater tráfico de drogas e contrabando, o DOF, junto à Tropa de Choque, isolou a retomada e abriu disparos contra os indígenas. Requerimento Caarapó, com cerca de 28 mil habitantes, vive um novo capítulo de tensão, com ações policiais apontadas como alinhadas aos interesses de latifundiários em meio a disputas fundiárias históricas. Na sessão desta quarta-feira (24/9) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, a deputada estadual Gleice Jane (PT) apresentou um requerimento para cobrar do governo estadual explicações sobre as remoções forçadas. A parlamentar fez uma série de questionamentos. Entre eles, se as ações policiais mencionadas estavam amparadas por ordem ou mandado judicial e, em caso afirmativo, qual o número do processo, o juízo competente, a data de emissão do mandado e as condições para a sua execução. “Em não havendo mandado judicial que autorizasse a ação, de quem partiu a ordem para o despejo e a atuação policial, bem como sob qual fundamento legal e administrativo?”, questiona a deputada. Gleice Jane também indagou se houve requisição formal, por autoridade judiciária, para o emprego da força policial. “No caso de ter havido mandado judicial, qual a razão de não ter sido previamente apresentado ou lido à comunidade indígena antes do início da operação? A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) foi formalmente comunicada, consultada ou envolvida nas etapas preparatórias ou executivas das ações policiais? Precisamos, urgentemente, verificar essas informações”, concluiu a deputada. — Matéria editada às 18h do dia 24 de setembro de 2025 para acréscimo de informações Instagram Twitter Youtube Tiktok
Jean fiscaliza falta de água e luz em unidades de saúde
Após denúncias de profissionais, vereador apurou abandono de CRS e UPA em bairros de Campo Grande Da redação O vereador Jean Ferreira (PT) visitou, nesta terça-feira (9 de setembro), o Centro Regional de Saúde (CRS) do bairro Tiradentes e a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Universitário, para fiscalizar problemas denunciados pela população. O CRS Tiradentes ficou cinco dias sem água, enquanto a UPA do Universitário está sem energia após furto de cabos de fiação. No CRS Tiradentes, caminhões-pipa foram enviados algumas vezes, mas de acordo com relatos dos profissionais que atuam no local, a água acabava em poucas horas. A falta de água tem afetado a higienização de profissionais e pacientes, além de prejudicar os atendimentos e causar desidratação diante das altas temperaturas. Mesmo sem água, médicos, enfermeiros, recepcionistas e outros profissionais continuaram trabalhando. “Não podemos deixar de ressaltar a firmeza e o compromisso desses profissionais da saúde, que estão há dias fazendo o possível para atender a população com dignidade”, pontua Jean. “O problema não é e nunca foram os médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, recepcionistas ou profissionais da limpeza. Esses têm lutado heroicamente, no entanto temos um descaso do poder público que precisa ser enfrentado e resolvido”, prossegue o vereador. A médica Giulia Rita, que atende no local, afirma que a situação chegou a níveis alarmantes. “Passamos a maior parte das horas do dia sem água, sem torneira para lavar as mãos, sem descarga para dar, acumulando fezes e urina muitas vezes nos vasos sanitários, com a equipe de limpeza tendo que ser encarregada de dar descarga com água da mangueira da rua”, explica. Giulia deixa claro que não houve procura por parte da Prefeitura. “Não veio laudo, nenhuma avaliação documentada, por exemplo, da Secretaria de Infraestrutura, afirmando que estava seguro, que o fluxo não seria interrompido de novo, nem nada do tipo”. Jean decidiu permanecer no local até a situação ser resolvida. Enquanto o vereador fiscalizava a unidade, a água voltou a funcionar. Jean acompanhou a Vigilância Sanitária na averiguação das condições do hospital. “A água já voltou, porém o hospital está sujo, e a inspeção está verificando a situação de insalubridade”, destaca o parlamentar. Já sobre a UPA do Universitário, Jean afirma que o furto de cabos de fiação que gerou a falta de energia evidencia a falta de segurança pública. O vereador, que esteve no local pela manhã, pontua o abandono da região. “A ausência da Guarda Municipal na proteção do patrimônio público foi a crítica que mais ouvimos, pois mesmo diante da repetição desses crimes, a prefeitura não adota medidas efetivas de prevenção”, finaliza o vereador. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Riedel foge de protesto e aciona PM para reprimir manifestantes; veja fotos

Governador de MS ordenou isolamento de Grito dos Excluídos após desfile de 7 de setembro Texto: Norberto Liberator Fotos: Danilo Gonçalves O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) acionou a tropa de choque e a cavalaria da Polícia Militar para reprimir manifestantes pacíficos em Campo Grande neste domingo (7 de setembro). A repressão ocorreu durante a passeata do Grito dos Excluídos. O ato, que ocorre tradicionalmente após o desfile cívico do feriado de independência, foi isolado por forças policiais para que o governador tivesse tempo de sair da área reservada a autoridades, enquanto a multidão se aproximava com gritos de “Fora Riedel”. Policiais chegaram a atirar spray de pimenta diretamente nos olhos de um manifestante. O material atingiu inclusive lideranças políticas, como o vereador Jean Ferreira, a vereadora Luiza Ribeiro, a deputada federal Camila Jara, o deputado federal Vander Loubet, os deputados estaduais Zeca do PT e Pedro Kemp, o ex-deputado federal Fábio Trad e o superintendente do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul, Tiago Botelho, todos do PT. Um manifestante chegou a ser preso. Confira nas fotos: Instagram Twitter Youtube Tiktok
