“Capital do agro” também teve ato contra golpistas e por soberania; veja fotos

Manifestação reuniu cerca de 300 pessoas Fotos: Yasmim Kawabe Vereador Landmark Rios discursa durante ato. Foto: Yasmim Kawabe Vereadora Edilaine Tavares, de Sidrolândia, também esteve presente. Foto: Yasmim Kawabe União da Juventude Comunista (UJC) foi uma das entidades presentes no ato. Foto: Yasmim Kawabe Militantes do MST estiveram em grande número durante manifestação. Foto: Yasmim Kawabe Movimentos sociais integraram o ato, como é o caso do Movimento Popular de Luta (MPL). Foto: Yasmim Kawabe A Juventude Socialista (JS), ala jovem do PDT, esteve representada. Foto: Yasmim Kawabe O pré-candidato do PT ao governo estadual, Fábio Trad, foi uma das lideranças políticas a comparecer. Foto: Yasmim Kawabe O PCdoB foi um dos partidos a participar da manifestação, representado pela presidenta estadual, Yara Gutierrez Cuellar. Foto: Yasmim Kawabe Entre parlamentares, esteve presente o deputado federal e pré-candidato a senador pelo PT, Vander Loubet. Foto: Yasmim Kawabe Lideranças de todo o estado se reuniram na Praça Ary Coelho. É o caso de Abilio Vaneli, vereador por Coxim. Foto: Yasmim Kawabe Yasmim Kawabe Instagram Estudante de Jornalismo. Interessada em música, literatura e fotografia.
Campo Grande terá ato contra PEC da Blindagem neste domingo, 21

Manifestação ocorrerá na Praça Ary Coelho a partir das 8h Da redação Campo Grande é uma das capitais do Brasil que receberá um ato contra a PECs da Blindagem e o PL da Anistia neste domingo (21 de setembro). A manifestação na capital sul-mato-grossense se concentrará na Praça Ary Coelho, a partir das 8h. O ato é convocado pela Frente Brasil Popular (FBP), além de sindicatos, movimentos sociais, coletivos, entidades representativas da juventude, mandatos e partidos políticos de esquerda. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem ou PEC da Bandidagem, muda as prerrogativas para condenações de parlamentares. Ela estabelece que deputados e senadores condenados só sejam presos se a detenção for aprovada pelo Congresso. Aprovada em dois turnos nesta semana, com apoio unânime da bancada do PL e majoritário de outros partidos de direita, a proposta segue para votação no Senado. Já o Projeto de Lei 2162/2023, conhecido como PL da Anistia, tem por objetivo garantir a impunidade aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2023. A votação em regime de urgência foi aprovada e terá como relator o deputado federal Paulinho da Força (SD), que afirma buscar um “meio-termo” na pauta a partir de um acordo entre a extrema direita e o Centrão. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Sábado de atos contra o responsável por meio milhão de mortes

Manifestantes pedem vacina no braço e comida no prato em atos que aconteceram em centenas de cidades brasileiras Por Norberto Liberator e Guilherme Correia Ao menos quatro cidades, incluindo a capital, tiveram manifestações contra Bolsonaro em Mato Grosso do Sul (Foto: Norberto Liberator) Atos contra o governo federal e em favor de medidas sanitárias ocorreram em todo o país neste sábado (19). Em Campo Grande (MS), centenas de manifestantes percorreram as principais vias da região central da cidade, com concentração inicial às 9h na Praça do Rádio Clube. Trabalhadores e estudantes caminharam pela avenida Afonso Pena pedindo mais vacinas contra a Covid-19 e o impeachment de Jair Bolsonaro (sem partido). A centralização do movimento foi feita pelo fórum Campanha Nacional Fora Bolsonaro, que confirmou, até ontem (18), atos em mais de 400 cidades de todos os estados brasileiros, incluindo as 27 capitais. Em outros países, também houve concentrações em pelo menos 41 cidades, nos Estados Unidos, Portugal, Alemanha, França, Finlândia, Argentina, Itália e Canadá. As manifestações ocorrem no momento em que o país ultrapassa 500 mil mortos pelo coronavírus três semanas após os atos de 29 de maio, que atraíram milhares de brasileiros, inclusive em alguns municípios sul-mato-grossenses. Em várias cidades, tais como Campo Grande, o evento deste final de semana mobilizou mais pessoas. Máscaras PFF2 e álcool em gel a 70% foram distribuídos pelos próprios organizadores, que orientaram os manifestantes a manterem o distanciamento. As medidas que reduzem a chance de infecção pelo vírus também são contrárias ao que é dito por Bolsonaro, que ironiza a proteção facial e aqueles que evitam sair de casa para diminuir a mobilidade urbana. Estiveram presentes militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido Comunista do Brasil (PC do B), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), dentre outros. Parlamentares como a vereadora Camila Jara e os deputados estaduais Pedro Kemp e Amarildo Cruz, todos petistas, estiveram no ato, além do vereador Marcos Tabosa, do PDT. No início do evento, a Polícia Militar chegou até a mobilizar cavalarias, mesmo que o protesto tivesse caráter pacífico. Um dos sentidos da avenida Afonso Pena teve de ser interditado por equipes de trânsito. O professor e estudante Paulo Rosa, que esteve presente, afirma que “foi um ato bem-sucedido”. De acordo com ele, que também fez parte da organização do evento, “quem não estava usando máscaras recebeu, foi distribuído um grande número de PFF2”. Ele pontua que houve compreensão em relação ao fato de o protesto ser presencial. “Foi um ato muito grande, gostei muito de como as pessoas realmente entenderam o porquê de a gente estar fazendo isso, não teve grandes discussões por estar quebrando isolamento, entenderam a necessidade”. O professor Volmir Cardoso Pereira, vice-presidente da Associação de Docentes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Aduems), destaca que o governo já é responsável por meio milhão de mortes durante a pandemia. “Já são mais de 500 mil mortos e em plena pandemia, Bolsonaro e a direita no Congresso assumem uma agenda de privatizações e desmonte do setor público”. Volmir acredita que é necessário haver manifestações diante do atual cenário. “Os milhares de participantes deram um recado importante hoje nas ruas de Campo Grande”, aponta. Anterior Próximo Fotos: Daniel Monteiro Pandemia A defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), que ganhou corpo durante a pandemia, foi feita na manifestação. Atualmente, o sistema público encontra-se superlotado por pacientes em diversos lugares do país, sobretudo em Mato Grosso do Sul, por conta da alta de casos da doença, que tem feito vítimas cada vez mais jovens. Além disso, o sistema público tem aplicado gratuitamente a vacina contra a Covid-19 à população – o que é garantido por lei desde 1973, de acordo com o Plano Nacional de Imunizações (PNI). Vale ressaltar que o processo de imunização caminha a passos lentos, o que motiva uma série de críticas por parte dos manifestantes. A gestão Bolsonaro defende “tratamento precoce” da Covid, que já foi comprovado cientificamente não ter eficácia, em detrimento da adesão aos imunizantes, já que o líder se posicionou contrário à vacina sino-brasileira produzida pelo Instituto Butantan em diversos pronunciamentos e recusou 101 e-mails enviados pela farmacêutica estadunidense Pfizer. Anterior Próximo Fotos: Norberto Liberator
