Entre protestos e borboletas: a arte de Loren

Mulher negra e transgênero, artista visual falou sobre sua produção artística e sua aventura na animação Por Marina Duarte Confira alguns trabalhos da artista: Para conhecer mais, siga o perfil da Loren no Instagram MARINA DUARTE produtora-executiva Ilustradora, acadêmica de psicopedagogia, estudou jornalismo. Militante feminista interessada na profunda transformação social. Siga a Badaró nas redes sociais!
“LGBTfobia está atrelada ao processo de colonização”

Designer, indígena boe-bororo, homossexual e mestrando em Antropologia, Neimar Kiga fala sobre sua trajetória, preconceito, religião, política e até futebol Texto por Aline Correia Antonini (colaboração especial)Arte por Marina Duarte e Norberto Liberator (colaborou também na edição de texto) “Eu era radical, uma revolucionária. Ainda sou uma revolucionária. Estou feliz por ter participado do motim de Stonewall. Lembro-me de quando alguém preparou um coquetel molotov e pensei: Meu Deus, a revolução chegou. A revolução está finalmente aqui! Temos que fazer isso porque não podemos mais ficar invisíveis. Não devemos ter vergonha de quem somos. Temos que mostrar ao mundo que somos numerosos. Existem muitos de nós lá fora”. Sylvia Rivera, mulher transgênero porto-riquenha que lutou na linha de frente durante a Revolta de Stonewall. Ela participou da fundação da Frente de Libertação Gay, da Aliança de Ativistas Gays e da Ação Revolucionária de Travestis de Rua (STAR). No dia 15 de maio de 2020, a Meruri, aldeia do povo Boe Bororo na região de Barra do Garças, bem no leste de Mato Grosso, estava em luto. As cerimônias e rituais são fundamentais em sua cultura. Dizem que os Boe Bororo sabem “chorar os seus mortos” nos intensos rituais fúnebres que podem se prolongar por vários dias. Neste dia, o povo Boe chorou pelo suicídio de Brenda – principalmente o grupo de jovens indígenas LGBTQIA+ da aldeia. Dentre eles, um de seus melhores amigos, Neimar Kiga, que utilizou as redes sociais para desabafar seu grito de dor e homenagear a memória de Brenda, por sua força e pela luta que enfrentou durante todos os anos de sua vida. Brenda era uma mulher indígena trans, a primeira de sua comunidade, e por ser a primeira, resistiu ao preconceito, ao ódio, às ofensas e à violência. Segundo Neimar, “sempre de cabeça erguida, de nariz em pé, pisando forte, mesmo com o coração estraçalhado, mantinha a postura de orgulho de si mesma e de todos nós”. Em seu texto, Neimar destacou a necessidade de políticas públicas voltadas para comunidade indígena LGBTQIA+ com urgência. Afirmou que carregam marcadores sociais de diferença que as tornam ainda mais vulneráveis à LGBTfobia, causando problemas de saúde mental gravíssimos, e pediu pela ajuda de que a comunidade precisava: o atendimento profissional. Os marcadores sociais da diferença buscam explicar como as desigualdades sociais foram construídas e mantidas como naturais, a partir da ênfase em raça, classe, gênero e sexualidade; e desnaturalizam essas noções entre as pessoas. Hoje, um ano após o suicídio de Brenda, o antendimento psicológico profissional para saúde mental chegou e se consolidou na aldeia, mas infelizmente não há tempo para ajudá-la. Neimar afirma que, se ela não tivesse morrido, a ajuda não teria chegado. “Só tivemos ajuda após a partida da Brenda, nós devemos muito a ela, inclusive a nossa própria vida”. Na aldeia Meruri existia apenas um registro de suicídio, de um rapaz que sofria com transtornos psiquiátricos, e era primo de Neimar. Não sabem ao certo o que aconteceu. O segundo foi o de Brenda. Há décadas existem missões da Igreja Católica presentes dentro da Aldeia. Inclusive, existe uma igreja católica na Meruri. Além da moralidade e condenação por pecados, fatores presentes nos fundamentos do cristianismo, existem também outros não indígenas que, junto a essas missões, permanecem durante períodos na aldeia. Através dessas pessoas cristãs não indígenas, vieram as cobranças de um comportamento moral que não pertence ao povo Boe. Com o tempo, a aldeia absorveu toda essa imposição moralista, toda essa violência já sofrida por todas as etnias e povos indígenas do Brasil. Ainda hoje, existem missões cristãs que ajudam que auxiliam, e outras, que buscam catequizar e condenar suas formas de viver suas vidas. Neimar relata que os cristãos inserem regras e normas que não pertencem ao seu povo. “Diziam que eu cometo pecado, como que eu cometo pecado se eu nem sou cristão? Eu não pertenço à religião cristã, tenho a religião do meu povo, o nosso Deus, como é que eu vou pecar pelos preceitos de uma outra religião?” e destaca que a violência sofrida por ele e pelos outros indígenas desde jovens, a LGBTfobia, xingamentos, deboches e a criminalização da sua sexualidade se iniciaram após a influência de não indígenas que adentram a aldeia. Será que Brenda teria chegado ao sofrimento tão profundo, após tanta luta, a tirar a própria vida caso não estivessem com os não indígenas e cristãos dentro de sua aldeia? Haveria tanto ódio, tanto preconceito, se estivessem apenas entre eles, entre seu povo? Neimar acredita que não. Ele e seu grupo de amigos indígenas, também LGBTQIA+, do mesmo povo Boe Bororo, na mesma aldeia Meruri, convivem hoje com a depressão, medo, ansiedade e alguns tomam medicamentos para reduzir os sintomas. Recebem atendimento psicológico e psiquiátrico, tudo após o suicídio de Brenda, pois até então, todos eles aguentavam e lutavam sem ajuda, apenas apoiando uns aos outros, mantendo-se de cabeça erguida e unidos. Quando perguntei a Neimar se ele realmente queria falar sobre o suicídio da Brenda e todas as suas consequências, a sua resposta foi: “ela era minha melhor amiga e hoje eu também luto contra a depressão. A Brenda, a minha depressão, e o suicídio dela, fazem parte de quem eu sou, portanto, se eu vou contar minha história, ela será contada completa e isso inclui a Brenda.” A organização dos clãs e linhagem dos Boe Bororo é matrilinear, né? Fale sobre a matrilinearidade do seu povo. Então, já que começaram falando sobre a matrilinearidade do nosso povo, eu vejo que nós temos um certo privilégio enquanto LGBTQIA+ aqui na nossa aldeia, principalmente os homens em maior quantidade, lésbicas e algumas trans. Eu acredito que a matrilinearidade é bastante positiva e a nossa relação com as nossas famílias, as nossas mães, é bem mais tranquila, porque o poder das mulheres é bem grande aqui dentro da aldeia. Entretanto, pelo olhar do feminismo ocidental que vem para constituir essa igualdade de gênero, aqui para nós não tem essa igualdade, a mulher tem
“Eu não quero me tornar branca, quero ser cada vez mais indígena”

A antropóloga Tanaíra Sobrinho fala sobre as tensões de ser uma indígena terena em um meio acadêmico ainda predominantemente branco Por Aline Correia Antonini Colaborou Norberto Liberator O mito faz parte integrante da língua; é pela palavra que ele se nos dá a conhecer, ele provém do discurso. Se queremos perceber os caracteres específicos do pensamento mítico, devemos, pois, demonstrar que o mito está simultaneamente, na linguagem e além dela. (LÉVI-STRAUSS, 1970, p. 228) Na cosmologia umbandista, existe a crença de que uma cabocla com poucos meses de vida havia sido abandonada por sua mãe aos pés de uma árvore de jurema. Foi encontrada e adotada pelo poderoso guerreiro caboclo tupinambá, que a batizou com o nome de Jurema. Cresceu e tornou-se a primeira guerreira e cacique de seu povo. Era temida pelas tribos inimigas e jamais abaixava a cabeça. Destemida, corajosa, lutou por si e por sua tribo. Como entidade encantada da linha dos caboclos, é conhecida pelo furor do brado que anuncia sua manifestação em terra. Assim como o brado da cabocla filha de tupinambá, uma antropóloga indígena se anuncia com a voz carregada de força e orgulho: “Meu nome é Tanaíra Sobrinho. Pertenço ao povo Terena. Resido e resisto aqui em Campo Grande”. Aos 29 anos, a professora possui uma trajetória de luta, construída através da busca pela educação, ao mesmo tempo em que buscava conhecer a si mesma, a sua ancestralidade e as raízes do seu tronco familiar. Formou-se em Geografia, no ano de 2015, pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Seu trabalho de conclusão de curso “A desativação do terminal rodoviário Heitor Eduardo Laburu em Campo Grande (MS) e suas configurações socioespaciais” transitava pela temática dos estudos urbanos, habitacionais e impactos socioeconômicos. Em agosto de 2020, defendeu o seu título de mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS. Sua dissertação, com o título “Eu gosto mesmo é de mulher: afetos e desejos dissidentes entre mulheres indígenas em Mato Grosso do Sul”, voltou-se para as experiências de afeto e sexualidade entre mulheres indígenas, tema que se aproxima à descoberta da sua própria identidade. Os indígenas da etnia terena, família linguística aruak, habitam os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, desde o século XVIII. Segundo dados do censo do IBGE (2010), a população dos terena se aproxima dos 30 mil habitantes, sendo a quinta maior etnia em número de pessoas no Brasil e a segunda em MS, muitos desses vivendo fora e/ou longe de suas aldeias, assim como é o caso de Tanaíra, pertencente ao tronco familiar da terra indígena Taunay-Ipegue, entre os municípios sul-mato-grossenses de Aquidauana e Miranda. “Sempre morei e sou nascida aqui em Campo Grande. Mesmo não morando na aldeia, com o tempo fui descobrindo minha identidade de mulher indígena, mesmo com a pressão do racismo estrutural do nosso país, que tenta esconder nossas identidades”, afirma, sobre o apagamento das pessoas indígenas. Lecionando a disciplina de geografia na educação básica, fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos (EJA), observou que era uma das únicas professoras indígenas existentes neste sistema de ensino em Campo Grande. “É muito raro encontrar professores indígenas lecionando aqui”. No início de 2020, começou a lecionar na rede privada de educação, e notou que a ausência de professores é ainda maior, não apenas com indígenas, mas com pessoas racializadas, de forma geral. “Observar essa ausência me leva a pensar também em questão socioeconômica. Mesmo no ingresso de estudantes através do sistema de ações afirmativas, ainda é muito pouco, apesar de ter acontecido um avanço, principalmente pelas mulheres”. Desta forma, volto ao mito umbandista, pois, tal qual a Cabocla Jurema foi a primeira em guerrear e liderar sua tribo, a terena Tanaíra foi uma das educadoras precursoras na educação de base, nas redes pública e privada, na capital com maior população de terenas no país. Neste sentido, mito, linguagem, oralidade, conhecimento, tradições, identidade e trânsito entre espaço-tempo são os fios que tecem a rede em construção do ser, do saber e do pertencer. Como dizia Claude Lévi-Strauss: “isso é bom para pensar”! Carreira acadêmica e profissional Tanaíra explica que sua pesquisa acadêmica se deu pela necessidade de um estudo que se debruçasse sobre sexualidade dissidente, ou seja, não heteronormativa, entre mulheres dentro de aldeias indígenas. “Se existe uma invisibilidade e uma não abordagem sobre as relações e sexualidades entre os indígenas, de uma forma geral, entre as mulheres é ainda mais raro. Então, comecei o processo de pensar como funciona a questão das sexualidades dissidentes entre as mulheres indígenas, entre as aldeadas em sua maioria”. A antropóloga buscou recortes específicos de como essas mulheres se percebem e como são percebidas por suas próprias comunidades. “A pesquisa começou a se construir pensando em como elas se identificam enquanto mulheres que possuem experiências afetivas com outras mulheres; quais são os tipos étnicos e idades; quais os enfrentamentos dessas mulheres durante suas jornadas”. Ao pesquisar os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Tanaíra conta que notou o crescimento do número de indígenas no ensino superior, o que a surpreendeu positivamente. “A partir do momento em que a população indígena adentra a universidade, ela vai levar o retorno deste conhecimento de volta para a comunidade. Então é muito interessante pensar nisso”. O indígena urbano Durante a educação básica, Tanaíra estudou apenas em escolas não indígenas, além de nunca ter vivido em aldeia urbana. “É muito interessante pensar nisso, porque o indígena não é só aquele que vive na aldeia, o aldeado. Se formos pensar a respeito do aldeamento, temos aí uma questão histórica de confinamento, uma retórica colonial, entre outros. Eu costumo dizer que nós usamos e estamos em todos os espaços e todos eles são terras indígenas”, afirma. O apagamento de sua própria identidade foi outro problema com o qual teve de lidar. “Durante a minha vida no convívio com os não indígenas, eu sofri com estigmas e preconceito inúmeras vezes.
Linda é a luta

Educadora, mulher trans e vereadora mais votada de Aracaju, Linda Brasil conversou com a Badaró sobre sua trajetória, militância política e a situação das pessoas LGBTQIA+ no Brasil Por Carolina de Mendonça e Norberto Liberator Ilustrações por Marina Duarte Naquele primeiro semestre de 2013, o debate sobre questões de gênero e minorias sexuais, que até então engatinhava no Brasil, começava a dar seus primeiros passos de pé. Corria o terceiro ano do mandato da primeira mulher eleita presidenta do Brasil. A petista Dilma Rousseff saíra vitoriosa, em 2010, a despeito de campanhas de fake news que a relacionavam a um suposto “lobby gay”, o qual teria como ponta de lança um tal “kit gay” que, segundo os acusadores, levaria crianças a “se tornarem” homossexuais. A campanha do tucano José Serra, no segundo turno daquela eleição, acenou aos setores mais reacionários da sociedade e incluiu, em seu horário eleitoral, uma fala do pastor Silas Malafaia, que à época se destacava como um ferrenho opositor dos direitos LGBTQIA+. Viralizavam, no Orkut e em caixas de e-mail, conteúdos que acusavam Dilma Rousseff, o PT e o então deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) de trabalhar em prol da “destruição da família tradicional”. Para acalmar o eleitorado conservador, sobretudo evangélico, Dilma buscou — e recebeu — apoio de figuras como o pastor e então deputado federal Robson Rodovalho, líder da Igreja Sara Nossa Terra; do então senador Magno Malta, pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (mesma denominação de Malafaia); e de representantes da Igreja Universal do Reino de Deus, como o bispo Edir Macedo e o então senador Marcelo Crivella. A então candidata se comprometeu em defender os tais “valores cristãos” e abriu mão de pautas como a legalização do aborto. No governo, em 2011, criticou o conteúdo do kit anti-homofobia, material didático sobre preconceito contra pessoas LGBTQIA+, apelidado de “kit gay” até mesmo por meios “sérios” como a revista Veja, e que não chegou a circular. Em 2012, a presidenta deu a Crivella o Ministério da Pesca. Já em 2013, devido a um conchavo governista com setores evangélicos reacionários, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados foi parar na chefia do pastor Marco Feliciano (PSC-SP), conhecido por declarações LGBTfóbicas, como a de que a Aids seria uma “doença gay”. Nesse momento, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) certamente não era a única hostil à presença de pessoas transgênero, ainda que as instituições de ensino superior públicas estivessem entre os poucos espaços onde os direitos desta população eram razoavelmente debatidos. No curso de Letras — Português/Francês, uma caloura teve seu nome social barrado. Para todos os fins oficiais, Linda Brasil de Azevedo Santos não existia. O que constaria nos registros seria seu nome morto, ou seja, a denominação masculina com a qual fora registrada ao nascer. “A única forma que eu tinha para usar meu nome social era em cada semestre falar com os professores para eles colocarem de lápis [na chamada]. Uma média de sete, oito professores por semestre, mas como era muito importante, para mim, cursar o nível superior, eu acabei topando”, afirma Linda à Badaró. A acadêmica não desistiu, conseguiu utilizar o nome social em seu cadastro e, de quebra, fez a universidade mudar sua norma interna. “O terceiro professor, quando eu fui conversar sobre o nome social, não estava preparado para lidar com essa situação e falou bem alto: ‘como é que eu vou usar seu nome se seu nome é esse aqui? Se vire, vá lá no departamento de letras e no DAA [Departamento de Administração Acadêmica] e veja lá com eles, não é comigo não’. Ele falou bem alto o meu nome de registro, uma coisa que me constrangeu muito”, conta. Linda recorreu a um processo administrativo na universidade e relatou o ocorrido em uma rede social. Sua publicação viralizou e recebeu apoio de pessoas e entidades da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público de Sergipe (MP-SE). O processo interno se tornou a portaria nº 2209, que regulamenta o uso de nome social de pessoas transexuais e travestis. Linda Brasil se tornou também a primeira mulher trans a se formar pela UFS. Devido a sua militância, Linda foi convidada a se filiar ao PSOL. “Comecei a me envolver no Movimento Estudantil, conheci algumas meninas que militam no Coletivo de Mulheres de Aracaju, a gente começou a organizar vários atos. Nesses atos, eu comecei a pensar uma nova forma de fazer política”. Ela explica que, até então, tinha ojeriza à política partidária. “Sou de Santa Rosa de Lima, berço do coronelismo e de indicação, de quem vem desses conchavos políticos. Mas vendo ações dessas meninas do coletivo, da mulherada fazendo ato nas ruas, denunciando esse sistema opressor, comecei a repensar a possibilidade”. Linda Brasil foi uma das criadoras do coletivo AmoSerTrans, ONG que promove educação sobre transexualidade e travestilidade. Em 2018, ajudou a criar a CasAmor, espaço de acolhimento e profissionalização a pessoas LGBT em situação de vulnerabilidade, que também funciona como centro cultural com realização de bazares, shows e eventos de cunho científico/informativo. A CasAmor surgiu em 2017, motivada, nas palavras de Linda, “por outras iniciativas no Brasil como a Casa1 em São Paulo e a Casa Nem no Rio de Janeiro”. Ela nos explicou a importância de um espaço dedicado não apenas ao acolhimento, mas à produção cultural. “Sempre tive vontade de fazer um local que não só acolhesse as pessoas e ajudasse em questões, principalmente quando vivem em situação de rua, de vulnerabilidade social, mas também que envolvesse a parte artística. A arte LGBT é uma arte muito forte, é uma forma que nós da comunidade tentamos extravasar todo esse sofrimento, superar nossas dificuldades”. A parlamentar eleita contou também que o objetivo inicial era diferente, mas que a iniciativa foi naturalmente tomando a forma atual. “Em 2017, eu tinha uma casa no Inácio (Barbosa, bairro da zona sul de Aracaju) e pensei em fazer algo lá, mas não sabia como. Um amigo meu que
