Hamas aceita acordo com condições; leia carta do grupo

Após comunicado do partido palestino, Donald Trump exigiu fim dos bombardeios de Israel em Gaza Por Norberto Liberator O grupo militante Hamas, que administra a Faixa de Gaza, concordou com a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de entregar os prisioneiros israelenses em troca do fim dos bombardeios. O partido fez um comunicado em que apresenta seus termos para um acordo, incluindo entregar a gestão de Gaza a um governo provisório formado por palestinos. Pouco depois, Donald Trump utilizou de suas redes sociais para exigir o fim imediato dos bombardeios por parte de Israel. Leia a carta do Hamas na íntegra: Em Nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso Declaração Importante Sobre a Resposta do Hamas à Proposta do Presidente dos EUA, Trump Em um esforço para deter a agressão e a guerra de extermínio travadas contra nosso povo fiel na Faixa de Gaza, e com base na responsabilidade nacional e na preocupação com os fundamentos, direitos e interesses supremos de nosso povo, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) realizou consultas aprofundadas dentro de suas instituições de liderança, amplas consultas com forças e facções palestinas e consultas com mediadores e amigos para alcançar uma posição responsável ao lidar com o plano do presidente dos EUA, Donald Trump. Após um estudo aprofundado, o movimento tomou sua decisão e apresentou a seguinte resposta aos irmãos mediadores: O Movimento de Resistência Islâmica, Hamas, aprecia os esforços árabes, islâmicos e internacionais, bem como os esforços do Presidente dos EUA, Donald Trump, que pedem o fim da guerra na Faixa de Gaza, a troca de prisioneiros, a entrada imediata de ajuda humanitária, a rejeição da ocupação da Faixa de Gaza e o deslocamento do nosso povo palestino. Neste contexto, e a fim de alcançar a interrupção das hostilidades e a retirada completa da Faixa de Gaza, o movimento anuncia seu acordo para entregar todos os prisioneiros israelenses, vivos e mortos, de acordo com a fórmula de troca contida na proposta do Presidente Trump, desde que as condições de campo para a troca sejam atendidas. O movimento afirma sua disposição para iniciar imediatamente as negociações por meio dos mediadores para discutir os detalhes deste acordo. O movimento também renova seu compromisso para entregar a administração da Faixa de Gaza a um corpo palestino de independentes (tecnocratas), com base no consenso nacional palestino e no apoio árabe e islâmico. As demais questões mencionadas na proposta do presidente Trump sobre o futuro da Faixa de Gaza e os direitos inerentes do povo palestino estão vinculadas a uma posição nacional abrangente e baseada em leis e resoluções internacionais relevantes. Elas devem ser discutidas dentro de uma estrutura nacional palestina abrangente. O Hamas fará parte dela e contribuirá com total responsabilidade. Movimento de Resistência Islâmica – Hamas Instagram Twitter Youtube Tiktok
Ministro extremista confirma prisão e insulta integrantes da Global Sumud Flotilla

Itamar Ben-Gvir gravou vídeo em que expõe tripulantes aprisionados em Israel Por Norberto Liberator O terrorista Itamar Ben-Gvir, que ocupa a função de ministro da Segurança Interna de Israel, gravou um vídeo na sexta-feira (3.out.2025) em que insulta os integrantes da Global Sumud Flotilla detidos pela marinha israelense. “Olhem para eles. São terroristas. Apoiadores de assassinos”, afirma Ben-Gvir, apontando para os capturados. As mais de 400 pessoas estão na prisão de Ktziot, no deserto de Negev. Há 14 brasileiros detidos, incluindo a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE); a vereadora Mariana Conti (Psol-Campinas-SP); a presidente do Psol gaúcho, Gabi Tolotti; o internacionalista e ativista Thiago Ávila; e o influenciador Victor Mansur Peixoto. A flotilha com cerca de 40 barcos foi interceptada na quarta-feira (1.out.2025) de forma ilegal, já que não se encontrava em águas israelenses. O Itamaraty afirmou que uma equipe esteve no centro de detenção para acompanhar a situação. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Pedro Kemp critica genocídio e questiona membros do governo de MS em Israel

Deputado denunciou extermínio em Gaza e citou ofício ao governo estadual Norberto LiberatorFoto: Wagner Guimarães (reprodução) O deputado estadual Pedro Kemp (PT-MS) subiu à tribuna nesta terça-feira (24) para condenar o genocídio em curso na Faixa de Gaza. Kemp fez um apanhado histórico e criticou os milhares de assassinatos praticados pelo governo de Benjamin Netanyahu. O parlamentar também denunciou o uso político da religião por figuras públicas e questionou uma recente viagem de membros do governo sul-mato-grossense a Israel. Kemp iniciou sua fala esclarecendo que condenou os ataques do Hamas contra Israel, que mataram cerca de 1.300 a 1.400 pessoas. No entanto, o deputado classificou a reação de Israel como desproporcional, citando as mortes de mais de 100 mil pessoas, majoritariamente civis, incluindo mulheres, crianças e idosos, além de causar fome na Faixa de Gaza. “O que está em curso é um genocídio, uma tentativa de eliminar o povo palestino”, declarou. O parlamentar denunciou os planos israelenses de realizar a limpeza étnica dos palestinos e de reocupação de Gaza, além dos avanços sobre a Cisjordânia. Ele também criticou a resolução da ONU de 1948, que criou o Estado de Israel e também previa a criação do Estado da Palestina, mas que na prática nunca garantiu a criação de um Estado palestino soberano. Kemp direcionou críticas à confusão feita entre o Estado de Israel contemporâneo e o Reino de Israel bíblico, especialmente por parte de fundamentalistas apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele citou que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) apareceram com bandeiras de Israel na Marcha para Jesus, em São Paulo. “Israel não aceita Jesus Cristo, mas cristãos bolsonaristas enaltecem o Estado de Israel, confundindo com o Israel do rei Davi e Salomão”, afirmou, classificando a atitude como “ignorância ou burrice”. O deputado acusou figuras políticas de usarem a religião para manipular a população, citando Tarcísio como exemplo de alguém que estaria se projetando para a Presidência da República. “Tenho nojo de quem usa o nome de Deus para dominar e explorar”, declarou, a respeito dos que chamou de “falsos profetas” que defendem “Deus, pátria e família” com intenções políticas. O deputado também abordou uma viagem de três membros do governo de Mato Grosso do Sul a Israel, sobre a qual Kemp enviou um ofício ao governador Eduardo Riedel (PSDB) cobrando explicações. Ele questionou o propósito da missão, paga com recursos públicos, especialmente em um momento em que o Ministério das Relações Exteriores desaconselha viagens à entidade sionista. “Foram buscar tecnologia na área de saúde enquanto privatizam os hospitais aqui?”, perguntou. Instagram Twitter Youtube Tiktok
Cuspir em cristãos: uma tradição em Israel

Enquanto marchas evangélicas utilizam bandeiras de Israel, sociedade israelense normaliza agressões e humilhações a cristãos Norberto Liberator (texto e arte) Instagram Twitter Youtube Tiktok
Como os mísseis iranianos conseguem furar o “Domo de Ferro” israelense

Arsenal do país persa não tomou conhecimento do sistema de interceptação sionista Norberto Liberator Instagram Twitter Youtube Tiktok
