Carla Zambelli é presa na Itália

Extremista estava foragida em Roma e constava na lista vermelha da Interpol Norberto Liberator A militante de extrema direita e deputada federal cassada Carla Zambelli acaba de ser presa, na tarde desta terça-feira (29 de julho), em Roma. Com cidadania italiana, Zambelli havia fugido para a Itália para evitar sua prisão. Ela estava na lista vermelha da Interpol. A ex-parlamentar havia sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 5 de junho a 10 anos de prisão, por contratar um hacker para invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).  Arte: Norberto Liberator Instagram Twitter Youtube Tiktok

Eduardo Bolsonaro, o lesa-pátria

Filho de ex-presidente inelegível se dedica a planejar subserviência imperial e ataque à soberania nacional Vitória Regina Correia Nos últimos meses, Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado pelo PL-SP e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem protagonizado uma série de episódios que intensificaram as tensões políticas e jurídicas no Brasil. Desde que solicitou licença de 122 dias da Câmara dos Deputados em março de 2025 e passou a residir nos Estados Unidos sob o argumento da defesa da liberdade de expressão, Eduardo expandiu ataques ao Supremo Tribunal Federal e incentivou interferências externas contra o Brasil. Sua atuação, marcada por discursos autoritários e alianças com figuras ligadas à extrema direita, mostra um projeto de poder que se ancora na destruição das instituições democráticas brasileiras. Durante entrevista concedida ao podcast Inteligência Ltda., Eduardo Bolsonaro, acompanhado de Paulo Figueiredo, neto do ditador João Figueiredo, afirmou que o seu plano político está “seguindo de forma magistral”. Em sua fala, declarou que, se necessário, seria legítimo “incendiar a floresta inteira para caçar um bandido”.  No contexto da declaração, a floresta parece ser uma metáfora para o Brasil e o inimigo a ser caçado, ainda que não nomeado diretamente, é representado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e, por extensão, pelas instituições que impõem limites ao avanço da agenda autoritária bolsonarista. A frase sintetiza não apenas o desprezo pela institucionalidade democrática, mas também a disposição de destruir o país para salvar um projeto de poder. Na mesma entrevista, Eduardo defendeu que Lula deveria publicamente apoiar a anistia ampla e irrestrita a todos os envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Argumentou que, agora que a esquerda está com o “chicote”, deve ser generosa, pois, segundo ele, caso a extrema direita volte ao poder, não defenderá qualquer tipo de censura ou restrição à liberdade de expressão. A afirmação tenta construir uma imagem de equilíbrio, mas revela uma lógica perversa de chantagem política, em que os princípios democráticos são usados como moeda de troca para garantir impunidade aos que atentaram contra a própria democracia. Ao tentar apresentar Jair Bolsonaro como um político “extremamente democrático”, Eduardo finge não lembrar de uma série de episódios que desmentem essa narrativa. Em 2016, durante a votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, Jair dedicou seu voto ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça brasileira como torturador e símbolo da repressão da ditadura militar. A exaltação pública de um agente do terror de Estado foi um gesto calculado e ideológico, que indicava com clareza o alinhamento da família Bolsonaro com o autoritarismo. Outra demonstração do desprezo de Jair Bolsonaro pela institucionalidade democrática foi o cartaz colado na porta de seu gabinete, quando ainda era deputado federal. A frase “quem procura osso é cachorro” zombava das famílias de desaparecidos políticos que, por décadas, buscaram por restos mortais de seus entes assassinados pelo regime militar. O gesto não foi apenas ofensivo, mas profundamente simbólico, pois negava o direito à memória, à verdade e à justiça, pilares indispensáveis à democracia. Em mais um momento marcante de sua trajetória política, Jair Bolsonaro apareceu em público ao lado de um homem que partiu ao meio a placa em homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro. Em outra ocasião, o então candidato à presidência da República falou em “fuzilar a petralhada”, em referênciaaos apoiadores do Partido dos Trabalhadores. Esse tipo de declaração não é um desvio isolado, mas parte de uma prática sistemática de incitação à violência, de deslegitimação dos adversários políticos e de flerte constante com a ruptura democrática. A defesa da anistia irrestrita por parte de Eduardo Bolsonaro, feita em nome da liberdade de expressão, é, na verdade, uma tentativa de reabilitar o projeto golpista derrotado nas urnas e condenado nas ruas. Não há nada de republicano em pedir perdão para quem organizou, financiou ou participou de atos que buscaram subverter a ordem democrática. A proposta não visa a reconciliação, mas esquecimento. Quando Eduardo fala em incendiar a floresta, não se trata de uma figura de linguagem vazia. Ele está, mais uma vez, defendendo a destruição simbólica e concreta do país em nome da manutenção de um projeto autoritário e excludente. Ao contrário do que diz, não é a liberdade que está em jogo, mas o direito de seguir impune. O Brasil precisa de memória, justiça e verdade, não de pactos com quem insiste em repetir os erros mais brutais da nossa história. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Fascismo nosso de cada dia

O discurso do senador Marcos do Val não deve ser visto apenas como uma opinião individual ou uma simples polêmica, mas como parte de um padrão histórico Vitória Regina O pronunciamento do senador Marcos do Val (Podemos-ES), em vídeo publicado no fim de março nas redes sociais, apresenta elementos característicos do discurso fascista ao atacar tanto os direitos políticos das camadas populares quanto as instituições de ensino público. Sua postura agressiva, permeada por insultos e afirmações desconexas, não representa um mero descontrole individual, mas uma estratégia discursiva que mobiliza ressentimentos e apela ao autoritarismo para deslegitimar políticas sociais e educativas fundamentais. O parlamentar explicitamente defende a exclusão de eleitores de baixa renda ao afirmar que quem recebe o Bolsa Família não deveria ter direito ao voto. “Não é o Estado que tem que fazer por você, é você que tem que fazer pelo Estado”, declarou Do Val, ignorando o princípio básico da cidadania e do sufrágio universal. Em seguida, reforçou sua intenção de restringir direitos democráticos ao afirmar: “Um dos projetos que eu sonho em fazer é o seguinte: quem recebe Bolsa Família não pode votar”. Essa proposta, além de flagrantemente inconstitucional, ecoa práticas fascistas de segregação política e social, onde apenas determinados grupos teriam acesso à participação política. O ataque às universidades públicas, tachadas de “um lixo” e acusadas de promover “comportamentos inadequados”, também segue uma linha historicamente utilizada por regimes autoritários. O fascismo, em suas diversas manifestações, sempre buscou deslegitimar o pensamento crítico e desqualificar instituições educacionais que promovem a reflexão e o questionamento. A deslegitimação da universidade pública, combinada com esforços para desacreditar sua produção acadêmica e cultural, integra uma estratégia sistemática de enfraquecimento do conhecimento enquanto instrumento de autonomia crítica e transformação social. O discurso do senador Marcos do Val, portanto, não deve ser visto apenas como uma opinião individual ou uma simples polêmica, mas como parte de um padrão histórico em que forças autoritárias buscam enfraquecer os direitos democráticos, atacar populações vulneráveis e desacreditar instituições que promovem o pensamento crítico. Essas são características centrais do fascismo, que, em suas variadas formas, tenta restringir a participação popular e consolidar um projeto político excludente e reacionário. Vitória Regina     Marxista e psicóloga. Debate política, psicologia e cultura. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Lições para enfrentar o fascismo, por Palmiro Togliatti

Durante curso ministrado em Moscou, dirigente histórico do Partido Comunista Italiano apresentou análise do fenômeno fascista e estratégia de enfrentamento que seguem atuais Edição por Norberto Liberator Em 2025, completam-se 90 anos desde que o dirigente histórico do Partido Comunista Italiano (PCI), posteriormente vice-primeiro-ministro da Itália, Palmiro Togliatti, ministrou o curso “Os Adversários”, na Escola Leninista de Moscou (então capital da União Soviética). A formação durou de janeiro a março de 1935. À época, Togliatti ocupava o posto de representante de seu país no Comintern. Parte dos textos datilografados, utilizados como planejamento das aulas, foi posteriormente compilada pelo historiador italiano Ernesto Ragionieri. Com o nome de “Lições sobre o Fascismo”, eles foram publicados como livro no Brasil em 1978 (Editora Lech), durante o período da chamada “distensão lenta, gradual e segura”, do governo Ernesto Geisel. Abaixo, traduzimos trechos da obra de Togliatti, selecionados pelo próprio PCI, que podem servir, ainda hoje, como um guia estratégico para a análise e o enfrentamento aos fenômenos fascistas. O que é fascismo O que é fascismo? Qual é a definição mais completa dada a ele? A definição mais completa de fascismo foi dada pelo 13° Plenário do Comintern e é a seguinte: “O fascismo é uma ditadura terrorista aberta dos elementos mais reacionários, mais chauvinistas e mais imperialistas do capital financeiro”. A mesma definição nem sempre foi dada ao fascismo. Em diferentes fases, em diferentes momentos, foram dadas diferentes definições de fascismo, muitas vezes incorretas. Seria interessante, e é um trabalho que recomendo a vocês, estudar as diferentes definições de fascismo que foram dadas por nós nas diversas etapas. No 4° Congresso, por exemplo, Clara Zetkin fez um discurso que foi quase inteiramente dedicado a destacar o caráter pequeno-burguês do fascismo. Já Bordiga insistia em não ver qualquer diferença entre a democracia burguesa e a ditadura fascista, fazendo com que parecessem quase a mesma coisa, dizendo que havia, entre essas duas formas de governo burguês, uma espécie de rotação, de alternância. Nestes discursos não há qualquer esforço para unir, para conectar dois elementos: a ditadura da burguesia e o movimento das massas pequeno-burguesas. Do ponto de vista teórico, compreender a ligação entre estes dois elementos é o mais difícil. No entanto, devemos compreender esse vínculo. Se pararmos no primeiro elemento, perdemos de vista a linha geral do desenvolvimento histórico do fascismo e o conteúdo de classe. Se pararmos no segundo elemento, perdemos de vista as perspectivas. Este foi o erro cometido pela social-democracia que, até há pouco tempo, negava tudo o que dizíamos sobre o fascismo e o considerava como um regresso às formas medievais, como uma degeneração da sociedade burguesa. Nestas definições, a social-democracia partiu exclusivamente do caráter pequeno-burguês de massas que o fascismo tinha efetivamente assumido. Contextos distintos, realidades distintas Mas o movimento das massas não é o mesmo em todos os países. Nem mesmo a ditadura é igual em todos os países. Por esta razão devo protegê-los contra um erro que é fácil de cometer. Não devemos acreditar que o que é verdade para a Itália tem de ser verdade e também deve ser bom para todos os outros países. O fascismo em vários países pode assumir diferentes formas. As massas de vários países também têm diferentes formas de organização. E o que também há que se ter em mente é o período de que estamos falando. Em momentos diferentes, no mesmo país, o fascismo assume aspectos diferentes. Portanto, devemos manter dois elementos em mente. Vimos a definição mais completa de fascismo: “O fascismo é uma ditadura terrorista aberta dos elementos mais reacionários, mais chauvinistas e mais imperialistas do capital financeiro”. O que isso significa? E por que é que precisamente neste momento, nesta fase do desenvolvimento histórico, nos deparamos com esta forma, isto é, a ditadura aberta e indisfarçável das camadas mais reacionárias e chauvinistas da burguesia? É necessário falar sobre isso porque nem todos têm clareza sobre esse problema. Encontrei um camarada que tinha tanto essa definição na cabeça, que ficou surpreso que, em um artigo de Gramsci, esteja dito que todo Estado é uma ditadura. É claro que a democracia burguesa não pode ser contrastada com a ditadura. Toda democracia é também uma forma de ditadura. Vejamos a posição que os social-democratas alemães tiveram na definição do fascismo. Disseram que o fascismo tira o poder da grande burguesia e o passa para a pequena burguesia, que depois o usa contra a primeira. Vocês também podem encontrar esta posição em todos os escritores social-democratas italianos: Turati, Treves, etc. Desta posição derivam a sua estratégia, segundo a qual a luta contra o fascismo será feita por todas as camadas sociais. Desta forma, ignoram o papel que o proletariado tem na luta contra o fascismo. Mas também vemos mais perto de nós. Em 1932, na Alemanha, mesmo à margem do Partido Comunista, algumas correntes da oposição afirmavam que o fascismo estava estabelecendo a ditadura da pequena burguesia sobre a grande burguesia. Esta foi uma afirmação errada da qual derivou inevitavelmente uma orientação política errada. Esta afirmação pode ser encontrada em todos os escritos dos “direitistas”.  A este respeito, quero também alertá-los contra outra definição: tenham muito cuidado quando ouvirem o fascismo ser referido como “bonapartismo”. Esta afirmação, que é o carro-chefe do trotskismo, deriva de algumas declarações de Marx, no 18 de Brumário, e de Engels. Mas se as análises de Marx e Engels eram boas para então, para aquela era do desenvolvimento do capitalismo, tornam-se erradas se forem aplicadas mecanicamente hoje, no período do imperialismo. O que se segue desta definição de fascismo como “bonapartismo”? A consequência é que, com base nela, quem comandaria não seria a burguesia, mas Mussolini e os generais, que teriam arrancado o poder da burguesia. Recordemos a definição que Trotsky deu do governo de Brüning: “Governo bonapartista”. Esta é uma concepção que os trotskistas sempre tiveram sobre o fascismo. Qual é a sua raiz? A sua raiz é a negação da definição do fascismo como a ditadura da burguesia. Fascismo e imperialismo Por que

É tempo de reacionarismo digital

Mark Zuckerberg se aproxima de Trump e aprofunda ligação de big-techs com fake news e discursos de ódio Por Vitória Regina No início da semana, Mark Zuckerberg via Meta – big tech que controla o Facebook, Instagram, Whatsapp e Threads – anunciou o encerramento do programa de fact-checking da empresa nos Estados Unidos. Embora a mudança de diretrizes não tenha sido anunciada em outros países, como no Brasil, é esperado que aconteça em breve. Zuckerberg justificou, em vídeo publicado no blog da empresa, que a mudança acontecerá pois os moderadores profissionais são “muito tendenciosos politicamente” e que era “hora de voltar às nossas raízes, em torno da liberdade de expressão”. A verificação de fake news em postagens da Meta é realizada por agências credenciadas à Rede Internacional de Verificação de Fatos (IFCN), uma entidade apartidária criada em 2015 pelo Instituto Poynter para promover o jornalismo ético. A rede reúne verificadores de fatos globalmente e conta com 13 agências certificadas nos EUA, incluindo AP Fact Check, PolitiFact, Reuters e The Washington Post Fact Checker. Essas agências são responsáveis por analisar e identificar informações falsas de maneira independente. Contudo, a Meta não realiza a remoção de conteúdos unicamente com base na checagem de fatos, tampouco bloqueia contas por essa razão. A exclusão de publicações ocorre quase que exclusivamente em situações onde há violação dos Padrões da Comunidade, diretrizes da plataforma que operam de forma independente do programa de verificação de informações. As verificações passarão a ser realizadas no formato implementado por Elon Musk no X, por meio de notas da comunidade. Nesse modelo, os comentários, ou as chamadas checagens, são realizadas por membros da própria comunidade, em vez de verificadores independentes. Zuckerberg afirmou ter observado o funcionamento desse programa no X, destacando que a plataforma tem capacitado a comunidade a identificar quando postagens podem ser potencialmente falsas. Além disso, ressaltou que as notas da comunidade precisarão de consenso entre pessoas com perspectivas diversas para reconhecer conteúdos tendenciosos. Caro leitor, cara leitora, pense em como isso teria funcionado em relação às vacinas durante a pandemia. As mudanças das diretrizes das plataformas indicam uma tentativa deliberada de aproximação com Donald Trump, que tomará posse como presidente dos  Estados Unidos no próximo dia 20. Não por acaso, a Meta doou US$ 1 milhão ao fundo de posse para a cerimônia de Trump.   No dia 28 de novembro, após a vitória eleitoral do republicano, Mark Zuckerberg deu início a esforços para estreitar laços com o presidente eleito, participando de um jantar no resort de Trump em Mar-a-Lago, Flórida. Outra alteração das diretrizes refere-se à eliminação das restrições relacionadas a conteúdos sobre imigração e gênero. Zuckerberg justificou a mudança, afirmando que, inicialmente, a medida tinha como propósito promover a inclusão, mas que, com o passar do tempo, passou a ser utilizada para silenciar opiniões divergentes, o que, em sua visão, excedeu os limites do aceitável. Contudo, ao implementar tal decisão, Zuckerberg abre caminho para que as redes sociais sob sua liderança sejam potencialmente inundadas por manifestações de diversas formas de discrimanação. A partir de agora, a Meta autoriza a associação da comunidade LGBTQIA+ a doenças mentais, justificando que “alegações de doença mental ou anormalidade são permitidas quando fundamentadas em questões de gênero ou orientação sexual, dado o discurso político e religioso sobre transgenerismo e homossexualidade”. Em resposta, no último dia 8, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), entidade que atua no Brasil, protocolou uma representação junto ao Ministério Público Federal (MPF) contra a Meta. A organização ressaltou que “é inadmissível que tais práticas ocorram, especialmente em um contexto onde temos legislações que garantem a nossa proteção’’ e destacou a necessidade de uma reação firme por parte do Estado brasileiro diante dessa situação. O MPF deu 30 dias para a Meta explicar se as mudanças nas checagens se aplicarão ao Brasil. Vale destacar que, em maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tardiamente removeu a homossexualidade da lista de transtornos do Código Internacional de Doenças (CID). Posteriormente, em 2018, a OMS também retirou a transexualidade dessa classificação, promovendo uma reavaliação de seu enquadramento. Na versão mais recente do CID-11, a transexualidade foi redefinida como ‘’incongruência de gênero’’ e passou a integrar a categoria de ‘’condições relacionadas à saúde sexual’’. A Meta também prometeu se aliar a Donald Trump para enfrentar iniciativas de países que buscam regularizar o ambiente digital. Mark Zuckerberg criticou abertamente essas ações, dizendo que a Europa está ‘’institucionalizando a censura’’, que os países da América Latina possuem ‘’tribunais secretos’’ que podem ordenar a remoção discreta de conteúdos e plataformas e que a China “está censurando nossos aplicativos”. Mark esqueceu, no entanto, que em 2023 o Senado dos EUA aprovou uma lei que pode banir o Tik Tok do país. No Brasil, as fake news têm sido amplamente empregadas como instrumentos políticos pela extrema direita. É importante destacar que o Whatsapp – que pertence ao grupo Meta, é o meio de comunicação mais utilizado no país, contando com mais de 120 milhões de usuários. Nesse contexto, a disseminação de notícias falsas, especialmente durante períodos eleitorais, constitui uma preocupação crescente e um desafio cada vez mais complexo de enfrentar. Vitória Regina Marxista e psicóloga. Debate política, psicologia e cultura. Instagram Twitter Youtube Tiktok