Puerto Rico es Puerto Libre

A nação de Bad Bunny, Ricky Martin e tantos outros expoentes culturais ainda é uma colônia dos Estados Unidos Por Norberto Liberatôr Instagram Twitter Youtube Tiktok

Eduardo Bolsonaro, o lesa-pátria

Filho de ex-presidente inelegível se dedica a planejar subserviência imperial e ataque à soberania nacional Vitória Regina Correia Nos últimos meses, Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado pelo PL-SP e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem protagonizado uma série de episódios que intensificaram as tensões políticas e jurídicas no Brasil. Desde que solicitou licença de 122 dias da Câmara dos Deputados em março de 2025 e passou a residir nos Estados Unidos sob o argumento da defesa da liberdade de expressão, Eduardo expandiu ataques ao Supremo Tribunal Federal e incentivou interferências externas contra o Brasil. Sua atuação, marcada por discursos autoritários e alianças com figuras ligadas à extrema direita, mostra um projeto de poder que se ancora na destruição das instituições democráticas brasileiras. Durante entrevista concedida ao podcast Inteligência Ltda., Eduardo Bolsonaro, acompanhado de Paulo Figueiredo, neto do ditador João Figueiredo, afirmou que o seu plano político está “seguindo de forma magistral”. Em sua fala, declarou que, se necessário, seria legítimo “incendiar a floresta inteira para caçar um bandido”.  No contexto da declaração, a floresta parece ser uma metáfora para o Brasil e o inimigo a ser caçado, ainda que não nomeado diretamente, é representado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e, por extensão, pelas instituições que impõem limites ao avanço da agenda autoritária bolsonarista. A frase sintetiza não apenas o desprezo pela institucionalidade democrática, mas também a disposição de destruir o país para salvar um projeto de poder. Na mesma entrevista, Eduardo defendeu que Lula deveria publicamente apoiar a anistia ampla e irrestrita a todos os envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Argumentou que, agora que a esquerda está com o “chicote”, deve ser generosa, pois, segundo ele, caso a extrema direita volte ao poder, não defenderá qualquer tipo de censura ou restrição à liberdade de expressão. A afirmação tenta construir uma imagem de equilíbrio, mas revela uma lógica perversa de chantagem política, em que os princípios democráticos são usados como moeda de troca para garantir impunidade aos que atentaram contra a própria democracia. Ao tentar apresentar Jair Bolsonaro como um político “extremamente democrático”, Eduardo finge não lembrar de uma série de episódios que desmentem essa narrativa. Em 2016, durante a votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, Jair dedicou seu voto ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça brasileira como torturador e símbolo da repressão da ditadura militar. A exaltação pública de um agente do terror de Estado foi um gesto calculado e ideológico, que indicava com clareza o alinhamento da família Bolsonaro com o autoritarismo. Outra demonstração do desprezo de Jair Bolsonaro pela institucionalidade democrática foi o cartaz colado na porta de seu gabinete, quando ainda era deputado federal. A frase “quem procura osso é cachorro” zombava das famílias de desaparecidos políticos que, por décadas, buscaram por restos mortais de seus entes assassinados pelo regime militar. O gesto não foi apenas ofensivo, mas profundamente simbólico, pois negava o direito à memória, à verdade e à justiça, pilares indispensáveis à democracia. Em mais um momento marcante de sua trajetória política, Jair Bolsonaro apareceu em público ao lado de um homem que partiu ao meio a placa em homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro. Em outra ocasião, o então candidato à presidência da República falou em “fuzilar a petralhada”, em referênciaaos apoiadores do Partido dos Trabalhadores. Esse tipo de declaração não é um desvio isolado, mas parte de uma prática sistemática de incitação à violência, de deslegitimação dos adversários políticos e de flerte constante com a ruptura democrática. A defesa da anistia irrestrita por parte de Eduardo Bolsonaro, feita em nome da liberdade de expressão, é, na verdade, uma tentativa de reabilitar o projeto golpista derrotado nas urnas e condenado nas ruas. Não há nada de republicano em pedir perdão para quem organizou, financiou ou participou de atos que buscaram subverter a ordem democrática. A proposta não visa a reconciliação, mas esquecimento. Quando Eduardo fala em incendiar a floresta, não se trata de uma figura de linguagem vazia. Ele está, mais uma vez, defendendo a destruição simbólica e concreta do país em nome da manutenção de um projeto autoritário e excludente. Ao contrário do que diz, não é a liberdade que está em jogo, mas o direito de seguir impune. O Brasil precisa de memória, justiça e verdade, não de pactos com quem insiste em repetir os erros mais brutais da nossa história. Instagram Twitter Youtube Tiktok

EUA e Talibã: um caso de amor mal resolvido

Maior potência global e grupo fundamentalista que voltou a controlar o Afeganistão já tiveram relações bastante amistosas Texto por Norberto LiberatorArte por Marina Duarte MARINA DUARTE Ilustradora e quadrinista pantaneira. Feminista antiproibicionista interessada pela profunda mudança social. Norberto Liberator Jornalista, ilustrador e quadrinista. Interessado em política, meio ambiente, artes e esportes. Twitter Youtube Facebook Instagram