Pastelada reinaugura Holandês Voador com participação da Badaró

Espaço cultural volta a funcionar em novo local no sábado, 12 de julho Norberto Liberator Neste sábado, 12 de julho, Campo Grande ganha um novo espaço cultural com a reabertura da Casa Holandês Voador, agora em novo endereço. A estreia será com o evento gratuito Pastelada Voadora, a partir das 14h, celebrando o Dia Mundial do Rock (comemorado em 13 de julho) com shows, exposição de arte e cinema. A programação, organizada pela Casa Holandês Voador com apoio do TransCine – Cinema em Trânsito e do Campão Graffiti, inclui ensaios abertos das bandas Os Alquimistas e da cantora Navalha, ambos com músicas autorais. Nas artes visuais, uma exposição coletiva reúne obras de Loren Berlin, San Martinez, Jackson Rocha e LidyLo. A Badaró marca presença com a venda de revistas impressas e outros materiais. No cinema, o filme “CBGB: O berço do punk rock” será exibido em parceria com o TransCine, projeto que promove cinema alternativo em Mato Grosso do Sul há mais de uma década. A Casa Holandês Voador, que já foi um bar alternativo, agora é um espaço cultural para apoiar músicos, artistas visuais e projetos autorais, com ensaios, oficinas e eventos criativos. “Queremos um espaço vivo para a arte autoral”, diz George Van Der Ven, idealizador do projeto.  Localizada na Rua Otília Barcelos, 456, Vila Jacy, a Casa abre suas portas com entrada gratuita. É uma ótima oportunidade para curtir música, arte e cinema e conhecer a cena cultural local. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Exposição das obras de Lidia Baís no MIS é prorrogada

Exposição vai até o dia 30 de agosto Karina Lima (Fundação de Cultura de MS)Foto: Ricardo Gomes A exposição “As várias faces de Lidia Baís”, em comemoração aos 125 anos de nascimento da artista, foi prorrogada. O público vai poder conferir a exposição no Museu da Imagem e do Som até o dia 30 de agosto. A exposição traz as principais obras de Lidia Baís que estão sob responsabilidade do MARCO – Museu de Arte Contemporânea. Lídia Baís é uma das mais importantes figuras femininas das artes plásticas de Mato Grosso do Sul. Entre seus inúmeros méritos estÁ sua luta em se fazer arte apesar das limitações que sua terra natal a impusera. De família italiana, nasceu em 1900 em Campo Grande quando esta era apenas um vilarejo. Desejosa de livrar-se de seu isolamento cultural e com o apoio inicial de sua família, Lídia Baís começou no Rio de Janeiro seus estudos em pintura com o célebre Henrique Bernardelli e são desta fase suas obras mais acadêmicas, embora flertasse com as novidades trazidas pela Semana de Arte Moderna em São Paulo, o que é evidenciado no conjunto de sua obra. Com a sua viagem à Europa em 1927, Lídia entrou em contato com grandes pintores e conheceu Ismael Nery, considerado o primeiro artista surrealista do Brasil, cuja obra e amizade a influenciariam para sempre. De volta ao Rio de Janeiro, retoma seus estudos com os irmãos Bernardelli e Osvaldo Teixeira e realiza exposição individual na Policlínica do Rio em 1929. Incompreendida e sob pressão da família retorna a Campo Grande, onde restavam às moças os afazeres domésticos e o casamento. Suas ideias e seus trabalhos iam além da compreensão e da sensibilidade do povoado. Sentindo-se enclausurada deu início a pintura de alegorias no sobrado de sua família. Com a morte trágica do pai e um ambiente cultural hostil, Lídia se enfraquecia dia após dia. Buscava em Deus, no mistério dos astros e em questões existenciais o impulso para suas telas. Seu mundo abstrato e o universo de suas emoções, expostos no conjunto de escritos, diários, desenhos e pinturas, são documentos reveladores de muitas Lídias. A sua busca incessante por uma estética própria e pelo sentido do mundo faz de Lídia uma artista insaciável. Nas religiões buscou também o conforto, e da arte, que entendia como essencial e sagrada, desejava a liberdade. Determinada e guerreira buscou apoio para implantar um museu de arte em uma Campo Grande sem luz elétrica. A dimensão política e a ousadia deste ato de Lídia em plena década de 1950 não podem ser ignoradas. Não chegou a concretizar o sonho do Museu Baís, mas nunca deixou de acreditar na importância e na força da arte. Hoje, sua profecia está sendo cumprida a passos lentos graças aos esforços de pessoas, que como Lídia no passado, lutam para que a arte e a cultura sejam consideradas fundamentais na construção de uma sociedade. Resignou-se a sua terra natal cerrada em si mesma, porém tinha esperança na compreensão futura de sua obra. Morreu no dia 19 de outubro de 1985, com esclerose e sozinha em uma casa repleta de animais e obras de arte encaixotadas, com poucas companhias fiéis, entre elas a de sua sobrinha Nelly Martins, que antecipando o futuro, promoveu exposições quando a artista ainda estava viva e, com a ajuda de familiares, organizou e doou todo seu acervo à Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. O Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul sente-se honrado com a salvaguarda, desde 1991, do precioso acervo de Lídia Baís. Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, “essa mostra oferece ao público a oportunidade de se aproximar da produção de Lidia Baís de maneira sensível e educativa, promovendo experiências que estimulam o olhar crítico, a reflexão sobre pertencimento e o reconhecimento de narrativas que muitas vezes foram invisibilizadas na história da arte brasileira”. A coordenadora do Museu de Arte Contemporânea (MARCO), Vera Bento, disse que esta ação conjunta entre o MIS e o MARCO reafirma o papel dos museus como espaços vivos de memória, criação e formação crítica. “Lídia Baís é figura central na história da arte sul-mato-grossense. Com uma trajetória marcada por ousadia estética, inquietação espiritual e profunda consciência de seu tempo, a artista construiu uma obra singular que articula elementos do sagrado, do feminino e da ancestralidade em composições densas e simbólicas. Ao valorizar suas raízes familiares e questionar padrões sociais, Lídia rompeu silêncios impostos às mulheres e consolidou uma linguagem própria, de forte valor identitário”. A exposição, com entrada franca, vai até o dia 30 de agosto e fica aberta à visitação de segunda a sexta, das 7h30 às 17h30, no Museu da Imagem e do Som, que fica no 3º andar do Memorial da Cultura e da Cidadania, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, Centro. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Jean Ferreira denuncia perda de verba para cultura em Campo Grande

Falta de comprovação de uso de recursos pode impedir recebimento de nova parcela, apontou o líder do PT na Câmara Municipal Norberto Liberator (com informações da Assessoria)Foto: Danilo Gonçalves O vereador Jean Ferreira (PT) fez um pronunciamento, durante a sessão ordinária da última terça-feira (24), na qual denunciou a falta de compromisso com o setor cultural por parte da gestão de Adriane Lopes (PP). O parlamentar alertou para o risco iminente de perda de mais de R$ 5,5 milhões em recursos federais destinados à cultura, provenientes da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). O líder da bancada petista destacou que Campo Grande recebeu 5 milhões e meio de reais no primeiro ciclo da PNAB (2023/24), mas, até o momento, nenhum centavo foi executado pela prefeitura. Para garantir a próxima parcela do segundo ciclo, a administração municipal precisa comprovar, até 30 de junho, a execução de pelo menos 60% desse montante. Com a aferição do Ministério da Cultura marcada para iniciar em 1º de julho, o vereador expressou preocupação com a possibilidade de devolução dos recursos. “Quando o Ministério fizer a aferição, vai perceber que nada foi executado. Isso é extremamente preocupante”, afirmou. Jean destacou que a PNAB, instituída pelo Governo Federal, destina anualmente 3 bilhões de reais a estados e municípios para fomentar projetos culturais, gerando emprego, renda e movimentação econômica. No entanto, a inércia da gestão municipal compromete o setor cultural de Campo Grande. “Mais de 5 milhões de reais foram perdidos, e a cultura sofre com o descaso, mesmo tendo à disposição políticas sérias”, lamentou o parlamentar. O vereador também cobrou agilidade na execução de um edital cultural atualmente aberto, para evitar nova perda de recursos já disponíveis na conta da prefeitura. “Precisamos garantir que, nos próximos ciclos, o município execute ao menos o mínimo exigido”, reforçou. A denúncia teve origem em uma Reunião Pública realizada por Jean na segunda-feira (23), que discutiu a aplicação de recursos para a cultura em Campo Grande. O evento reuniu representantes do setor cultural e expôs a gravidade da situação. O vereador reiterou a importância de políticas culturais bem executadas, que, segundo ele, “abrem novas perspectivas” para artistas e trabalhadores do segmento. Atrasos no FMIC e cobrança à Secretaria de Finanças Além da questão da PNAB, o vereador denunciou o descumprimento de um acordo firmado com o setor cultural para o pagamento de parcelas atrasadas do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura (FMIC). Jean apontou que a Secretaria de Finanças, sob comando de Márcia Hokama, acumula três parcelas atrasadas, com a quarta prestes a vencer. “Foi feito um acordo para pagar o FMIC em oito parcelas, mas a prefeitura não está honrando o compromisso”, criticou. O parlamentar anunciou que protocolará um requerimento, exigindo explicações sobre a não destinação dos recursos e o descumprimento do acordo. “É mais um descaso da prefeita Adriane Lopes, não só com o setor cultural, mas com toda a cidade”, concluiu. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Gleice organiza seminário sobre violência contra profissionais da enfermagem

Evento proposto pela deputada Gleice Jane acontece no dia 25 de junho e visa discutir soluções para proteger quem cuida da saúde da população Da redação Espaço de escuta, denúncia e construção coletiva de soluções, essa é a proposta do seminário “Desafios na Gestão em Saúde: enfrentamento à violência contra profissionais de enfermagem”, que será realizado no dia 25 de junho (quarta-feira), das 13h às 17h, no Plenário Deputado Júlio Maia, na Assembleia Legislativa de MS.  A iniciativa da deputada Gleice Jane (PT), é a oportunidade de construir estratégias de enfrentamento e prevenção à violência sofrida por enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem no exercício da profissão.  A proposta surgiu após reunião entre o gabinete da parlamentar e representantes do Conselho Regional de Enfermagem (COREN-MS), sindicatos da saúde e profissionais da área, que relataram episódios recorrentes de agressões físicas e verbais, sobrecarga de trabalho e adoecimento emocional, especialmente em unidades de pronto atendimento (UPAs) e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Segundo Gleice Jane, o seminário busca mobilizar gestores, entidades representativas e sociedade civil em torno de propostas concretas para garantir ambientes de trabalho seguros, acolhedores e humanizados.  Temas como a atuação da gestão pública na prevenção da violência, a insuficiência estrutural dos serviços de saúde mental e os impactos emocionais da rotina de trabalho estarão em pauta. “Esse debate é crucial e urgente.  Valorizar os profissionais de enfermagem e assegurarmos dignidade, segurança e saúde a quem cuida da população”, defende a parlamentar. Palestrantes Dentre os participantes, o Seminário vai contar com a presença da Dra. Cândice Gabriela Arosio, especialista em Direito e Processo do Trabalho e Procuradora do Ministério Público do Trabalho. Ex-juíza do TRT da 2ª Região. Atua na promoção de ambientes laborais seguros e justos, com foco na proteção dos direitos dos trabalhadores da saúde. Já a Dra.Maria Helena Vieira Machado, pesquisadora titular da Escola Nacional de Saúde Pública (Fiocruz) é doutora em Sociologia, com trajetória no Ministério da Saúde como diretora de Gestão do Trabalho. Atua em estudos sobre saúde mental, condições de trabalho, populações indígenas e quilombolas.Referência em políticas públicas e sociologia das profissões. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Pedro Kemp critica genocídio e questiona membros do governo de MS em Israel

Deputado denunciou extermínio em Gaza e citou ofício ao governo estadual Norberto LiberatorFoto: Wagner Guimarães (reprodução) O deputado estadual Pedro Kemp (PT-MS) subiu à tribuna nesta terça-feira (24) para condenar o genocídio em curso na Faixa de Gaza. Kemp fez um apanhado histórico e criticou os milhares de assassinatos praticados pelo governo de Benjamin Netanyahu. O parlamentar também denunciou o uso político da religião por figuras públicas e questionou uma recente viagem de membros do governo sul-mato-grossense a Israel. Kemp iniciou sua fala esclarecendo que condenou os ataques do Hamas contra Israel, que mataram cerca de 1.300 a 1.400 pessoas. No entanto, o deputado classificou a reação de Israel como desproporcional, citando as mortes de mais de 100 mil pessoas, majoritariamente civis, incluindo mulheres, crianças e idosos, além de causar fome na Faixa de Gaza.  “O que está em curso é um genocídio, uma tentativa de eliminar o povo palestino”, declarou. O parlamentar denunciou os planos israelenses de realizar a limpeza étnica dos palestinos e de reocupação de Gaza, além dos avanços sobre a Cisjordânia. Ele também criticou a resolução da ONU de 1948, que criou o Estado de Israel e também previa a criação do Estado da Palestina, mas que na prática nunca garantiu a criação de um Estado palestino soberano. Kemp direcionou críticas à confusão feita entre o Estado de Israel contemporâneo e o Reino de Israel bíblico, especialmente por parte de fundamentalistas apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele citou que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) apareceram com bandeiras de Israel na Marcha para Jesus, em São Paulo. “Israel não aceita Jesus Cristo, mas cristãos bolsonaristas enaltecem o Estado de Israel, confundindo com o Israel do rei Davi e Salomão”, afirmou, classificando a atitude como “ignorância ou burrice”. O deputado acusou figuras políticas de usarem a religião para manipular a população, citando Tarcísio como exemplo de alguém que estaria se projetando para a Presidência da República. “Tenho nojo de quem usa o nome de Deus para dominar e explorar”, declarou, a respeito dos  que chamou de “falsos profetas” que defendem “Deus, pátria e família” com intenções políticas. O deputado também abordou uma viagem de três membros do governo de Mato Grosso do Sul a Israel, sobre a qual Kemp enviou um ofício ao governador Eduardo Riedel (PSDB) cobrando explicações. Ele questionou o propósito da missão, paga com recursos públicos, especialmente em um momento em que o Ministério das Relações Exteriores desaconselha viagens à entidade sionista. “Foram buscar tecnologia na área de saúde enquanto privatizam os hospitais aqui?”, perguntou. Instagram Twitter Youtube Tiktok