Professores convocados protestam contra corte de Adriane em adicional por pós-graduação

Docentes realizaram ato na Fetems neste sábado, 27/9 Norberto Liberator Cerca de 250 professores temporários da Rede Municipal de Ensino (Reme) se reuniram na manhã deste sábado (27), na sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), para protestar contra o Decreto nº 16.389, publicado pela prefeita Adriane Lopes (PP) na quinta-feira (25). Vestidos de preto em sinal de luto pela perda de direitos, os manifestantes cobram a volta da gratificação por titulação acadêmica de 10% para profissionais com especialização, mestrado ou doutorado.  A ação coincidiu com uma formação oferecida pela Fetems aos sábados, ampliando o impacto da manifestação. Os docentes denunciam que o novo edital para seleção de temporários na Reme veio com menos benefícios em comparação ao anterior, retirando especificamente o adicional por título de qualificação. “É um desrespeito ao tempo e investimento que dedicamos para nos qualificar”, afirma um dos participantes do ato. A categoria estima que o corte pode significar uma perda mensal de até R$ 442 no salário base, que para temporários é equivalente ao dos efetivos no nível PH2A, mas sem os incentivos extras. O protesto ocorre em um momento de tensão na educação municipal. Na segunda-feira (22), já havia ocorrido uma repactuação salarial com a prefeitura, alegando falta de recursos.  O Decreto nº 16.389 regulamenta a prestação de serviços temporários na Reme, mas exclui gratificações vinculadas à titulação acadêmica, como especialização, mestrado e doutorado – benefícios que eram pagos em seleções anteriores. A medida afeta diretamente os cerca de 600 professores temporários convocados anualmente, que compõem 14% do quadro da rede (86% são concursados).  A prefeitura justifica a decisão como necessária para redução de custos, sem detalhar o impacto financeiro exato. A controvérsia ganhou fôlego na sexta-feira (26), quando Adriane Lopes defendeu publicamente o corte durante a assinatura de um termo de compromisso para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), no Teatro Municipal José Octávio Guizzo. “Professores temporários não têm carreira e, por isso, não vão receber gratificações vinculadas à titulação acadêmica”, afirmou, enfatizando que a contratação temporária é uma prática legal adotada em todo o país para garantir o atendimento a mais de 115 mil alunos sem prejuízo à qualidade do ensino.  Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) reforçou que não há diferenciação no salário base entre efetivos e temporários, mas manteve a exclusão dos adicionais. Esse não é o primeiro embate da administração de Adriane com a categoria. Desde março de 2025, um decreto de moratória nos gastos públicos, motivado por crise financeira – incluindo o pagamento de R$ 50 milhões em precatórios atrasados –, já vetava contratações temporárias ampliadas e horas complementares para professores, exceto em substituições essenciais.  Reações na Câmara  A  medida já provoca reações na Câmara Municipal. Vereadores de oposição criticam o corte como “penalização aos que mais precisam”, enquanto aliados da prefeita defendem a “responsabilidade fiscal”. Os sindicatos ligados à categoria prometem pressionar por revisão do decreto. O líder da bancada petista na Câmara de Campo Grande, Jean Ferreira, chamou a medida de “mais um ataque à educação pública”. O vereador chamou atenção para a desvalorização do capital humano investido pelos docentes. “É essa lógica neoliberal a que a prefeita tanto adere”, pontuou. “Não está claro no edital, e isso permite que o secretário de Educação segure a gratificação para quem é efetivo e retire dos convocados. Eu não acho justo. Já fui professor convocado e sempre busquei me especializar”, afirmou Landmark Rios, também do PT. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Jean lamenta veto à criação do programa ‘Campo Grande para Todos’

Projeto do petista em parceria com Marquinhos Trad (PDT) visava implementação de plano de mobilidade ativa Da redação Para o vereador, medida representa retrocesso na política ambiental e de mobilidade urbana. Foto: Balds O vereador Jean Ferreira (PT) utilizou do plenário nesta quinta-feira (25) para criticar o veto integral aplicado pela prefeita Adriane Lopes (PP) ao Projeto de Lei 11.723/2025, que instituiria o programa “Campo Grande para Todos”. Jean é um dos autores do projeto, aprovado inicialmente pelos parlamentares, que visava criar um plano de mobilidade ativa e sustentável. O veto foi mantido pelos vereadores. “É lamentável ver o veto da prefeita em relação a este programa”, afirmou Jean durante a sessão legislativa. O projeto, em coautoria com o vereador Marquinhos Trad (PDT), previa a expansão de ciclovias, ciclofaixas, calçadas acessíveis e travessias seguras, além de campanhas educativas para incentivar o uso de bicicletas e caminhadas no dia a dia.  A proposta também criava o Fundo de Mobilidade Ativa, financiado por recursos municipais, doações e multas ambientais, gerido pela Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb) em parceria com a sociedade civil. 16 vereadores votaram para manter o veto da prefeita, enquanto cinco tentaram derrubar o veto e implementar o projeto. O programa seria implementado com foco na inclusão social, na redução do tempo gasto em transportes desgastantes, na redução da poluição e na segurança do trânsito. “Nós queremos que Campo Grande seja referência de mobilidade. Nós temos um estado ao lado do Mato Grosso do Sul, o Paraná, com Curitiba, que é referência em planejamento urbano de ciclomobilidade, de construir uma cidade para as pessoas, não só para os carros, que é o que acontece hoje na nossa Campo Grande”, destacou o vereador. Jean enfatizou que a iniciativa tinha como objetivo tornar o fluxo da cidade mais democrático e inclusivo. “E a gente construiu esse programa pensando em vários tipos de modalidades, de modais, para as pessoas poderem transitar e ter direito à cidade”, afirmou.  O vereador, que preside a Comissão de Meio Ambiente e é vice-presidente da Comissão de Mobilidade Urbana da Câmara Municipal, destacou que o programa tinha o intuito de fortalecer a ciclomobilidade, modalidade a pé e demais meios de transporte não motorizados, mas com uma visão democratizada, que focaria no acesso aos bairros periféricos.  As políticas de mobilidade ativa estão entre as metas da Organização das Nações Unidas (ONU) para que as cidades se desenvolvam com o menor impacto possível das mudanças climáticas, integrando o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11. A orientação é “proporcionar o acesso a sistemas de transporte seguros, acessíveis, sustentáveis e a preço acessível para todos”. Para Jean, o revés representa um retrocesso e reflete uma política desconectada das demandas atuais. “Quanto mais as pessoas tiverem mobilidade, menos tempo no transporte, que é desgastante, que é calor, as pessoas têm mais tempo para a família, para que os trabalhadores possam descansar melhor, para que tenham trajetos mais tranquilos até seu trabalho. Enfim, para que a gente possa ter uma cidade do futuro e Campo Grande tem essa capacidade”. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Campo Grande terá ato contra PEC da Blindagem neste domingo, 21

Manifestação ocorrerá na Praça Ary Coelho a partir das 8h Da redação Campo Grande é uma das capitais do Brasil que receberá um ato contra a PECs da Blindagem e o PL da Anistia neste domingo (21 de setembro). A manifestação na capital sul-mato-grossense se concentrará na Praça Ary Coelho, a partir das 8h. O ato é convocado pela Frente Brasil Popular (FBP), além de sindicatos, movimentos sociais, coletivos, entidades representativas da juventude, mandatos e partidos políticos de esquerda. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem ou PEC da Bandidagem, muda as prerrogativas para condenações de parlamentares. Ela estabelece que deputados e senadores condenados só sejam presos se a detenção for aprovada pelo Congresso. Aprovada em dois turnos nesta semana, com apoio unânime da bancada do PL e majoritário de outros partidos de direita, a proposta segue para votação no Senado. Já o Projeto de Lei 2162/2023, conhecido como PL da Anistia, tem por objetivo garantir a impunidade aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2023. A votação em regime de urgência foi aprovada e terá como relator o deputado federal Paulinho da Força (SD), que afirma buscar um “meio-termo” na pauta a partir de um acordo entre a extrema direita e o Centrão.  Instagram Twitter Youtube Tiktok

Com Kemp presidente, nova direção do PT de Campo Grande toma posse no domingo

Partido definiu novo Diretório em julho Ocorre neste domingo (14) a posse do novo Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores, no auditório da Federação dos Trabalhadores da Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), a partir das 8h. A nova direção assume após a vitória nas eleições internas, ocorridas em julho. Em Campo Grande, o PT será presidido pelo deputado estadual Pedro Kemp, que assume a legenda junto aos secretários que passam a compor o Diretório. A nível estadual, o novo presidente é o deputado federal Vander Loubet, que tomou posse junto ao novo Diretório Estadual no último dia 30.  Nacionalmente, o ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, é o sucessor de Gleisi Hoffmann, que esteve à frente da agremiação por oito anos. Após Gleisi ser nomeada para chefiar a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, em março, o senador Humberto Costa assumiu o partido por um curto período, até a posse do novo Diretório. Perspectivas A nova direção do Partido assume com o compromisso de reorganizar a militância, intensificando a aproximação com os filiados e buscando novas adesões, além do foco na reeleição de Lula e no pleito estadual de 2026. Outro objetivo é ampliar a presença nas redes sociais e aumentar o investimento na comunicação digital. A cerimônia de posse está programada para ocorrer após uma coletiva de imprensa. A expectativa é que Kemp e membros da nova composição do Diretório respondam aos questionamentos trazidos por veículos jornalísticos.  A Fetems está localizada na Rua 26 de Agosto, 2296, na região central de Campo Grande. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Jean fiscaliza falta de água e luz em unidades de saúde

Após denúncias de profissionais, vereador apurou abandono de CRS e UPA em bairros de Campo Grande Da redação O vereador Jean Ferreira (PT) visitou, nesta terça-feira (9 de setembro), o Centro Regional de Saúde (CRS) do bairro Tiradentes e a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Universitário, para fiscalizar problemas denunciados pela população. O CRS Tiradentes ficou cinco dias sem água, enquanto a UPA do Universitário está sem energia após furto de cabos de fiação. No CRS Tiradentes, caminhões-pipa foram enviados algumas vezes, mas de acordo com relatos dos profissionais que atuam no local, a água acabava em poucas horas. A falta de água tem afetado a higienização de profissionais e pacientes, além de prejudicar os atendimentos e causar desidratação diante das altas temperaturas. Mesmo sem água, médicos, enfermeiros, recepcionistas e outros profissionais continuaram trabalhando. “Não podemos deixar de ressaltar a firmeza e o compromisso desses profissionais da saúde, que estão há dias fazendo o possível para atender a população com dignidade”, pontua Jean. “O problema não é e nunca foram os médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, recepcionistas ou profissionais da limpeza. Esses têm lutado heroicamente, no entanto temos um descaso do poder público que precisa ser enfrentado e resolvido”, prossegue o vereador.  A médica Giulia Rita, que atende no local, afirma que a situação chegou a níveis alarmantes. “Passamos a maior parte das horas do dia sem água, sem torneira para lavar as mãos, sem descarga para dar, acumulando fezes e urina muitas vezes nos vasos sanitários, com a equipe de limpeza tendo que ser encarregada de dar descarga com água da mangueira da rua”, explica. Giulia deixa claro que não houve procura por parte da Prefeitura. “Não veio laudo, nenhuma avaliação documentada, por exemplo, da Secretaria de Infraestrutura, afirmando que estava seguro, que o fluxo não seria interrompido de novo, nem nada do tipo”. Jean decidiu permanecer no local até a situação ser resolvida. Enquanto o vereador fiscalizava a unidade, a água voltou a funcionar. Jean acompanhou a Vigilância Sanitária na averiguação das condições do hospital. “A água já voltou, porém o hospital está sujo, e a inspeção está verificando a situação de insalubridade”, destaca o parlamentar. Já sobre a UPA do Universitário, Jean afirma que o furto de cabos de fiação que gerou a falta de energia evidencia a falta de segurança pública. O vereador, que esteve no local pela manhã, pontua o abandono da região. “A ausência da Guarda Municipal na proteção do patrimônio público foi a crítica que mais ouvimos, pois mesmo diante da repetição desses crimes, a prefeitura não adota medidas efetivas de prevenção”, finaliza o vereador. Instagram Twitter Youtube Tiktok