Jean assume presidência da Comissão de Meio Ambiente em Campo Grande

Petista também passa a ser vice nas comissões de Juventude e Mobilidade Urbana Da redação O vereador Jean Ferreira (PT) assumiu, nesta terça-feira (18), a presidência da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Campo Grande. Além de Jean, também compõem a mesa o vice-presidente Veterinário Francisco (União), Maicon Nogueira (PP), Júnior Coringa (MDB) e Luiza Ribeiro (PT). Aos 26 anos, Jean é o mais jovem da casa e está em seu primeiro mandato. A Comissão de Meio Ambiente era prioridade do vereador mesmo antes de haver consenso sobre seu nome. A pauta ambiental é uma das principais bandeiras do petista e foi um dos temas de sua campanha eleitoral. As comissões permanentes da Câmara foram reorganizadas durante a primeira sessão desde o retorno das atividades parlamentares. Jean também passou a ser o vice-presidente das comissões de Juventude, presidida por Maicon Nogueira, e de Mobilidade Urbana, que tem Wilson Lands (Avante) como presidente. Para Jean, as comissões que passa a presidir e vice-presidir são complementares. “Mobilidade urbana se relaciona diretamente com meio ambiente, pois envolve soluções sustentáveis no transporte e na estrutura da cidade”, afirma o parlamentar.  “As novas gerações serão impactadas mais diretamente pelas mudanças climáticas, portanto faz todo sentido que deleguem ao vereador mais jovem da casa uma atuação destacada nos temas ambientais”. “Pensar juventude no século XXI é pensar meio ambiente. Quais as expectativas para gerações que chegam à vida adulta em meio ao colapso climático?”, questiona o vereador. Jean defende que as políticas públicas para a juventude devem incluir soluções ambientais e levar em consideração a ansiedade climática, ou seja, a falta de perspectivas diante das alterações no clima. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Jean rebate acusações e reforça defesa de CPI em Campo Grande

Vereador acredita que é o momento para investigar contrato do consórcio Da Redação Após uma matéria em veículo de imprensa da capital mencionar uma suposta acusação de “intempestividade” por parte de lideranças partidárias, devido à defesa de abertura de uma CPI para investigar o Consórcio Guaicurus, o vereador Jean Ferreira (PT) se defendeu afirmando que o momento para investigação é o atual. Para o petista, o aumento da tarifa não se justifica e gerou pressão popular contra o consórcio. “Se este não é o momento, qual seria?”, questionou o parlamentar. De acordo com Jean, o reajuste no valor da passagem deve ser levado em conta, já que a população precisa de explicações. “A criação da CPI não impede que esperemos a perícia encomendada no Judiciário”, afirma o vereador. “Não há precipitação alguma”, prossegue Jean. “Na verdade o que temos é um atraso, pois essa questão do transporte coletivo é uma dor da sociedade há muito tempo. O custo só sobe e a qualidade piora”. Jean concorda com o presidente da Câmara Municipal, o vereador Papy (PSDB), segundo o qual não é possível precisar uma data para a criação de uma CPI. “Se alguém tentou impor uma data para abertura, não fui eu. De qualquer forma, o tempo para estudo do tema não pode ser uma justificativa para interdição do debate”. “Vazamento” De acordo com um jornal campo-grandense, Jean teria “vazado” a informação sobre articulação da CPI, que teria surgido em um grupo de WhatsApp que reúne parlamentares. No entanto, Jean não foi o primeiro vereador a pautar o tema publicamente. Em matéria publicada no site da Câmara no dia 18 de janeiro, o vereador Coringa (PSD) afirmou a eventual necessidade de abertura da CPI. “Não podemos aceitar, não é hora de aumentar, e sim de investir em melhorias no setor, no serviço; se for preciso, vamos até abrir CPI para garantir o direito dos trabalhadores e usuários”, afirmou o parlamentar, que é vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor. Já Jean veio a publicar em suas contas nas redes sociais X e Instagram, no dia 25 de janeiro, sobre a possibilidade de uma CPI para investigar o consórcio e, em último caso, rever o contrato com a Prefeitura. O vereador petista concorda com o colega e defende que a pressão dos parlamentares é importante para a instalação da Comissão. “Faz parte da nossa função, enquanto representantes dos anseios da população, pautar as demandas populares. Esta sem dúvida é uma delas”. Jean destaca a participação de usuários do transporte público nas mobilizações contra o aumento da passagem. “Fizemos um ato que reuniu muitas pessoas no Terminal Morenão, e muitas delas me questionaram quando vamos agir enquanto parlamentares. É um anseio do povo”, afirma. Instagram Twitter Youtube Tiktok

É crime pedir voto em templos, como fez prefeita em igreja denunciada

Evento de Adriane Lopes com “celebridades” da extrema direita fere legislação eleitoral e foi realizado em igreja envolvida em escândalos Por Norberto LiberatorArte: Vitória Regina   A legislação proíbe a realização de propaganda eleitoral em bens de uso comum, como é o caso de templos religiosos. A regra está no artigo 37 da Lei das Eleições (n° 9.504/1997). A proibição se estende à campanha eleitoral em clubes, cinemas, lojas, escolas, centros comerciais e estádios, mesmo que sejam de propriedade privada. Neste sentido, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), cometeu crime eleitoral ao realizar o evento “Mulheres que Transformam”, com a presença de expoentes da extrema direita como Michelle Bolsonaro, Damares Alves, Celina Leão e Tereza Cristina. O evento ocorreu na igreja Aliançados Arena, localizada no centro de Campo Grande. Não é a primeira vez que a Aliançados se vê diante de uma inconformidade com a lei. A igreja onde Adriane cometeu crime eleitoral enfrenta acusações de assédio moral, abuso financeiro, corrupção, golpes milionários em compra de terrenos e outros crimes. O líder da igreja, autodenominado Apóstolo Denilson Fonseca, enfrenta (entre outros) um processo por parte do ex-pastor Paulo Cesar Lemos, que o acusa de enriquecer ilicitamente, quebrar contratos, não cumprir com direitos trabalhistas e praticar humilhação e constrangimento contra pastores e funcionários. Já Adriane Lopes é investigada por improbidade administrativa pela chamada “folha secreta”, o pagamento de salários exorbitantes a servidores comissionados da Prefeitura. São verbas sem previsão legal e não declaradas no Diário Oficial ou Portal da Transparência. De acordo com a vereadora Luiza Ribeiro (PT), que pediu investigação ao MP, a “farra” da prefeita pode ter custado meio bilhão de reais aos cofres públicos. Instagram Twitter Youtube Tiktok

Tarifa Zero não é utopia

Proposta de Luiza Ribeiro pode tornar Campo Grande primeira capital com transporte público gratuito Instagram Twitter Youtube Tiktok

Rolê No Bueiro: qual o lugar da dança em Mato Grosso do Sul?

“No Bueiro” é o lugar da dança sul-mato-grossense? “No Bueiro” é onde querem inserir os trabalhadores da cultura deste estado? Ficam abertas tais perguntas e, enquanto isso, dancemos No Bueiro e façamos ritmos e resistências Por Maria Fernanda Figueiró e Vitória Regina A história da dança em Mato Grosso do Sul envolve inúmeros nomes e experiências que conjuram também com o desenvolvimento histórico do estado, afinal, é pela cultura que se constrói a realidade e a identidade de um povo. Não há dúvidas, então, de que a arte sempre se presentificou como um saber que pode ser instrumentalizado para diferentes fins, dentro das relações complexas envolvidas nos contextos sociais e históricos em que se manifestam, podendo inclusive, através de sua diversidade de linguagens e expressões, ser uma ferramenta de exploração. Pensar especificamente na dança sul mato-grossense é retomar uma outra trama histórica entrecortada por diferentes peças que nos auxiliam a compreender os contextos plurais atuais. As potencialidades expressadas pelas diversas modalidades de dança que surgiram e se desenvolveram em Mato Grosso do Sul indicam uma realidade em que essas buscam por mais reconhecimento, dentro de um estado que talvez ainda subestime as múltiplas e potentes formas que este pode dançar. A luta dos profissionais da dança do estado sempre foi pela garantia dos seus direitos, pelo reconhecimento da importância da categoria para o corpus social, e pela busca da transformação da realidade através da dança e de seu ensino. Por isso, questionarmos sobre quais companhias ou artistas da dança nós conhecemos e acompanhamos no nosso dia a dia, ou, dentro das possibilidades, qual foi a última vez que fomos prestigiar um espetáculo e/ou performance de dança se faz tão preciso quanto sabermos quais músicos, artistas plásticos, atores e cineastas compuseram e compõem nosso discurso enquanto estado, afinal, tais significantes não se desassociam ao refletirmos sobre como e por que, historicamente, chegamos até aqui. Arte: Vitória Regina Foi pensando nestas questões que o Projeto Nonada e InChrise criaram o Rolê No Bueiro, um evento cultural que, instigado em dar uma resposta às provocações citadas, pretende inserir a dança como atração principal nos eventos noturnos de Campo Grande, promovendo a expressão dos pesquisadores e trabalhadores da área em contextos distintos de sua costumeira aparição. Portanto, o evento, que possui como intuito sua circulação em diferentes bares da cidade conforme cada edição, é caracterizado por seu anseio de focalizar maior visibilidade nas diferentes modalidades e vertentes de dança que seus representantes executam, de forma a incentivar a criação de um público de dança mais diversificado e plural. A escolha do nome do evento se estabelece, então, como uma provocação a este recorte que os artistas proponentes observam acerca da forma marginalizada com que a dança é tratada, se comparada com outras vertentes artísticas no estado, um paradoxo manifesto ao se lembrar da força que a categoria da dança tem no mesmo local, e da importância histórica desempenhada pela mesma na consolidação de uma identidade cultural. A primeira edição do evento aconteceu no Aporé Espaço Cultural, no dia 11 de setembro de 2022 e, com a casa cheia, contou com oito apresentações de dança de artistas de diferentes vertentes e mais dois DJs convidados, que aqueceram a pista entre cada apresentação. Visando a rotatividade, a segunda edição ocorrerá no próximo domingo, 11 de dezembro, no Capivas Cervejaria – e todo valor arrecadado na entrada será destinado aos artistas participantes. “No Bueiro” é o lugar concernente para um prisma de potencialidades artísticas que, cotidianamente, resistem a todo esforço histórico para desmobilização de seus trabalhos? “No Bueiro” é o lugar da dança sul-mato-grossense? “No Bueiro” é onde querem inserir os trabalhadores da cultura deste estado? Ficam abertas tais perguntas e, enquanto isso, dancemos No Bueiro e façamos ritmos e resistências compartilhando do poder da arte em busca de emancipação. Maria Fernanda Figueiró     Acadêmica de Psicologia pela UFMS, atua há mais de 16 anos na área da dança e atualmente é intérprete criadora das companhias de dança Cia do Mato e Ginga. Vitória Regina     Marxista e psicóloga. Debate política, psicologia e cultura. Twitter Youtube Facebook Instagram