O que você precisa saber sobre as eleições na Bolívia

País sul-americano define seu rumo em meio a racha na esquerda e reascensão da direita Norberto Liberator As duas figuras de maior destaque na esquerda boliviana, o ex-presidente Evo Morales e o atual, Luis “Lucho” Arce, estão de fora da disputa eleitoral deste ano, que ocorre no domingo (17 de agosto). Morales e Arce têm protagonizado uma disputa cheia de acusações mútuas, sendo que nenhum dos dois segue no Movimento ao Socialismo (MAS), partido pelo qual foram eleitos. Evo Morales foi impedido de se candidatar pela justiça eleitoral. O Tribunal Constitucional Plurinacional da Bolívia (TCP) determinou, em 2023, que Evo não pode concorrer a um quarto mandato, pois a Constituição boliviana agora limita os mandatos presidenciais a dois, consecutivos ou não. Além disso, o ex-cocaleiro tentou registrar sua candidatura pelo Partido de Ação Nacional Boliviano (PAN- Bol), mas o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) anulou a personalidade jurídica do partido em maio deste ano. Já Luis Arce decidiu não se candidatar e anunciou a desistência em maio. Segundo o presidente, seu objetivo era evitar a “divisão do voto popular” diante da possibilidade de disputar com Evo ou um candidato apoiado pelo ex-presidente. Arce afirmou que dividir os votos da esquerda beneficiaria o fascismo. No entanto, sua popularidade baixa pode ser um fator de peso na decisão. Nas pesquisas, o presidente não empolgou e não passou 1% das intenções de voto.
Não ao golpe na Bolívia

Acompanhamos com apreensão a tentativa de golpe militar ocorrida nesta quarta-feira (26) na Bolívia. Menos de cinco anos após o golpe que depôs o presidente Evo Morales e que foi derrotado nas urnas com a vitória de Lucho Arce, a burguesia boliviana tenta novamente tomar o poder à força e entregar o país a interesses estrangeiros. Declaramos nosso apoio à resistência popular e à permanência do governo legítimo de Arce. Instagram Twitter Youtube Tiktok
