27 de setembro de 2025

Projeto do petista em parceria com Marquinhos Trad (PDT) visava implementação de plano de mobilidade ativa

Da redação
Para o vereador, medida representa retrocesso na política ambiental e de mobilidade urbana. Foto: Balds

O vereador Jean Ferreira (PT) utilizou do plenário nesta quinta-feira (25) para criticar o veto integral aplicado pela prefeita Adriane Lopes (PP) ao Projeto de Lei 11.723/2025, que instituiria o programa “Campo Grande para Todos”. Jean é um dos autores do projeto, aprovado inicialmente pelos parlamentares, que visava criar um plano de mobilidade ativa e sustentável. O veto foi mantido pelos vereadores.

“É lamentável ver o veto da prefeita em relação a este programa”, afirmou Jean durante a sessão legislativa. O projeto, em coautoria com o vereador Marquinhos Trad (PDT), previa a expansão de ciclovias, ciclofaixas, calçadas acessíveis e travessias seguras, além de campanhas educativas para incentivar o uso de bicicletas e caminhadas no dia a dia. 

A proposta também criava o Fundo de Mobilidade Ativa, financiado por recursos municipais, doações e multas ambientais, gerido pela Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb) em parceria com a sociedade civil. 16 vereadores votaram para manter o veto da prefeita, enquanto cinco tentaram derrubar o veto e implementar o projeto.

O programa seria implementado com foco na inclusão social, na redução do tempo gasto em transportes desgastantes, na redução da poluição e na segurança do trânsito. “Nós queremos que Campo Grande seja referência de mobilidade. Nós temos um estado ao lado do Mato Grosso do Sul, o Paraná, com Curitiba, que é referência em planejamento urbano de ciclomobilidade, de construir uma cidade para as pessoas, não só para os carros, que é o que acontece hoje na nossa Campo Grande”, destacou o vereador.

Jean enfatizou que a iniciativa tinha como objetivo tornar o fluxo da cidade mais democrático e inclusivo. “E a gente construiu esse programa pensando em vários tipos de modalidades, de modais, para as pessoas poderem transitar e ter direito à cidade”, afirmou. 

O vereador, que preside a Comissão de Meio Ambiente e é vice-presidente da Comissão de Mobilidade Urbana da Câmara Municipal, destacou que o programa tinha o intuito de fortalecer a ciclomobilidade, modalidade a pé e demais meios de transporte não motorizados, mas com uma visão democratizada, que focaria no acesso aos bairros periféricos. 

As políticas de mobilidade ativa estão entre as metas da Organização das Nações Unidas (ONU) para que as cidades se desenvolvam com o menor impacto possível das mudanças climáticas, integrando o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11. A orientação é “proporcionar o acesso a sistemas de transporte seguros, acessíveis, sustentáveis e a preço acessível para todos”.

Para Jean, o revés representa um retrocesso e reflete uma política desconectada das demandas atuais. “Quanto mais as pessoas tiverem mobilidade, menos tempo no transporte, que é desgastante, que é calor, as pessoas têm mais tempo para a família, para que os trabalhadores possam descansar melhor, para que tenham trajetos mais tranquilos até seu trabalho. Enfim, para que a gente possa ter uma cidade do futuro e Campo Grande tem essa capacidade”.

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