16 de janeiro de 2026

A 14 e o rio parecem hoje lutar uma guerra, a política é uma guerra, uma guerra para cometer a imprudência de viver

Mas, a 14 e o rio parecem hoje lutar uma guerra, a política é uma guerra, uma guerra para cometer a imprudência de viver. O rio é poética, e também é gente. O rio talvez celebre silenciosamente, debaixo do asfalto, o desejo de não mais se submeter aos caprichos do poder, podres.
Arte: Norberto Liberator

A rua é um vale, de dia o trabalho, de noite a alegria. Ouvi dizer que o contrário do ódio é a alegria. O que o rio pensaria sobre a rua que talvez expresse o desejo de emergir?

  O rio foi submetido ao asfalto, hoje a 14 parece não querer se submeter às façanhas que racionam a alegria. O rio deve se alegrar ao escutar o canto do samba que expressa a cachoeira. 

O que aconteceria se o rio saísse para cantar e sambar? Já disseram que se todo mundo sambasse a vida seria melhor. A 14 é um vale e se pronuncia como um vale, é a profundeza, o alimento e a nascente. 

Mas, a 14 e o rio parecem hoje lutar uma guerra, a política é uma guerra, uma guerra para cometer a imprudência de viver. 

O rio é poética, e também é gente. O rio talvez celebre silenciosamente, debaixo do asfalto, o desejo de não mais se submeter aos caprichos do poder, podres.

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